DreamStrider






Sou
Thiago

Apelido
Mendoka

Tenho
25 anos

Estou
São Paulo

Sou de
Peixes

Cores
Azul/Preto/Branco/Vermelho

Gosto
Dos amigos, das amigas, tocar guitarra e violão, ouvir música (de qualidade), jogar video-game, futebol, programar, fotos...

Esperanças...
Infelizmente... As últimas que morrem.

Qualidade
Tudo aquilo que demonstro sentir é real...

Defeito
Num sei se é o fato d'eu não conseguir fazer com que acreditem em mim, ou se é o de eu estar pouco me fodendo p/ isso.

E-mail
mendoka009@gmail.com

OBS:
Sou um idiota

Great Man (band member)






(clique na imagem para visitar o Vitorando)

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Dezembro 2011
Janeiro 2012


Bah!!! Querem copiar? Copiem. É tudo uma porcaria mesmo...

LastFM

Terça-feira, Janeiro 24, 2012

Incompreensivo.



Escrito por: (((Thiago))) * 18:25
Prove que existe: Pense! 0 Comentários

º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º



Quinta-feira, Janeiro 05, 2012

"Eu sei que é isso que você vê quando eu digo que te amo."









É isso aí em cima. Eu sei.



Escrito por: (((Thiago))) * 02:13
Prove que existe: Pense! 0 Comentários

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Domingo, Dezembro 25, 2011

"Humanos vs. Animais"

Eu e muita gente já ouvimos muito por aí que o ser humano é egoísta. Tanto com a natureza quanto com eles mesmos.
Nessas últimas semanas pude notar que isso faz total sentido.
Quem viu aquela campanha no facebook sobre aquela retardada que não só mau tratou como também matou um Yorkshire provavelmente viu também uma galera revoltada com a hipocrisia das pessoas "envolvidas" na campanha estarem dando mais atenção a isso do que p/o fato do país estar uma merda.
Ok! Concordo plenamente com isso. O país, além de estar uma merda, possui um número preocupante de pessoas que preferem manter a imagem de bom cidadão protetor dos animais do que levantar a bunda da cadeira e fazer alguma coisa em prol do Brasil e daqueles que nele moram.
Mas espera... Será que são só as pessoas envolvidas na pseudo-campanha é que são hipócritas? Vejamos...
Creio que todos aqueles que reclamaram da divulgação realmente façam algo pelo país, certo? E não digo só reclamar e discutir isso com amigos. Digo buscar informações sobre os políticos e em quais mutretas estão envolvidos, tenha a visão de que uma parte dos problemas em território nacional somos nós mesmos que causamos, ajuda as pessoas da melhor forma possível (desde visitando sites de doação por clique até doação mensal para alguma instituição, associação ou hospital de ajuda a pessoas carentes ou com câncer, aids, síndrome de down, etc.).
Partindo desse princípio, parabéns, você tem um motivo p/ criticar a campanha, porém, como costumo dizer, tudo tem um limite. Como eu disse, é bom cada um ajudar da melhor forma possível a situação do país. Se as pessoas podem compartilhar uma companha contra maus tratos a animais, por que evitar? Só porque o restante tá uma merda? Se for por isso, tá errado! As pessoas têm o direito sim de se revoltar com isso e, não só isso: ELAS DEVEM se revoltar. Oras! É um ser vivo indefeso que foi violentamente assassinado. Ponto! Não tem mais o que falar.
PORÉM! Não tiro a razão daqueles que se revoltam com pessoas que "se revoltam". Desse jeito mesmo, entre aspas. Esse tipo de gente que "se revolta", compartilha a campanha e... fica por isso mesmo. Não fazem mais nada além daquilo e só o fazem p/ parecerem pessoas conscientes da calamidade da situação. A essas pessoas eu apenas digo que o problema é muito mais embaixo p/ elas somente clicarem na opção "compartilhar" e depois saírem felizes e saltitantes p/a balada esquecendo do que passou e lembrando que é uma pessoas sensata só na próxima campanha.
Ok! Apoio essa parte da revolta contra campanhas "furadas" que não estejam relacionadas à melhorias p/o nosso país. Desse tipo de pessoa, sinceramente ninguém precisa.

Mas agora espera aí................................ Você não é uma pessoa que não ajuda quando pode?
Você não corre atrás de informações p/ melhorar o país, assim como saber em qual político e/ou partido é o mais indicado p/ ser votado nas próximas eleições? Nem sequer passa o mouse em cima dos endereços dos sites de doação por clique, onde você só vai perder, no máximo (dependendo da velocidade da sua conexão de internet), 5 minutos p/ fazer uma doaçãozinha? Sabe... Tem instituições que aceitam qualquer valor para você poder doar. Até mesmo um real por mês, se assim você puder ou quiser. Nem isso?
E ainda fica revoltada quando surgem com uma campanha contra violência em animais?
Ok! A você... meu silêncio. E é MUITO, viw?

Comodismo e hipocrisia existem dos dois lados. O dedo que compartilha a indignação por existir pessoas que se importam mais com animais do que com pessoas, mas no final não faz nada p/ mudar nenhum dos dois, tem a mesma força que o de uma pessoa que compartilha campanhas e não faz nada além disso.
Então antes de sair divulgando QUALQUER coisa, seria bom se todos olhassem p/o próprio umbigo, pois muitos esquecem de lavá-los justamente por isso.
O mundo é muito grande p/ se preocupar com apenas uma causa. Se preocupar com o máximo que você pode, é respeitá-lo mais do que ele merece.

Do que ele merece................................ é... U_U



Escrito por: (((Thiago))) * 19:03
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"Ah, o silêncio..."

É, esse danado...
Ele chega no recinto mandando tudo e todos embora como se fosse o rei da cocada preta!
Espera... Eu disso tudo e todos? Nãããão... Tá errado. Ele faz total questão de deixar só os demônios que ficam só no cantinho esperando as brechas p/ darem o bote.
Tendo o silêncio como um de seus líderes, aí sim a coisa complica.
O silêncio, ao contrário do que muitos pensam, não serve para enfatizar o som da natureza, do vento, dos pássaros cantando, do mar agitado... O silêncio inibe esses sons físicos para restar somente um: O do próprio pensamento.
Uma vida feita só de bons acontecimentos, não é uma vida, infelizmente. É uma ilusão, uma imaginação, um sonho ou uma insanidade.
Depois que o silêncio despertar, só o que se pode ouvir são os pensamentos, e eles nunca vêm desarmados. Estão sempre a cavalo, com pesadas armaduras que só eles (e os cavalos, claro) agüentam, longas espadas que cortam até aço, escudos que detém os disparos dos canhões mais potentes. Tudo para triturar o corpo daqueles que os invocam. Vêm como pesadelos lúcidos, impedindo o sono bater na porta te oferecendo um suco de maracujá bem forte. Pensamentos que fazem abrir os olhos sem perceber, jogando o olhar para além daquilo que está em frente aos olhos.
Pensamentos enlouquecem, fazem as cobertas caírem no chão, fazem cabeças explodirem, cordas vocais estourarem, barrigas congelarem, mãos adoecerem, pernas ficarem inutilizáveis... e de repente, mais uma pessoa se afoga em desespero. Sem vestígios do assassino, já que, como uma abelha, desferiu seu ferrão e morreu também.

Mas a culpa é de quem? Do silêncio.
É por isso que deixo meu computador ligado, quando vou dormir.
Não quero ficar até tão tarde ouvindo gritos dos quais só eu posso ouvir.
Gritos que nada mais são do que os meus próprios.



Escrito por: (((Thiago))) * 17:25
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Quinta-feira, Setembro 22, 2011

"Desconhecidos distantes"


Depois de sair pela porta de qualquer lugar, é sempre bom dar uma boa olhada para o lado, depois para o outro. Só p/ ver o que tem ao redor.

"Tchau! Se der certo, venho lhe dar um abraço!!"
"HAHAHAHAAHA... Pois venha, pois venha..."

Disse o rapaz se despedindo da dona cabelereira e, aproveitando, dando mais uma olhadinha, mesmo que de relance, para a moça bonita de cabelos lisos e negros que vinha na mesma direção para onde o rapaz andava.
Depois disso, ele se virou e foi-se. Com uma auto-estima um pouco melhor, pois acabara de se disfarçar de algo "menos pior", para que este imenso lugar não o ache.
Sim. Ele quer se esconder.

O mundo está com frio. A temperatura continua instável. Não importa quantos anos passe, nunca terá alguém que saiba interpretar o tempo da cidade grande. Assim como ninguém conseguirá interpretar com exatidão as pessoas em si.

Ele continua a andar, reparando nos rostos não familiares desse lugar. Quantas vezes ele precisa passar por aquele lugar para achar que todos aqueles rostos são familiares?
Dizem que o mundo é muito pequeno... Não devem estar falando deste, pois todos são desconhecidos.

Mais uma linda garota. Incrível como quando acontecem esses "encontros", o mundo parece cantar e qualquer movimento seu e da outra pessoa parece ser uma dança.
Olhos nos olhos, e não se enxerga mais nada além disso. É só aquilo que existe.
A aproximação é algo inevitável. Mesmo que queiram, não podem simplesmente dar meia volta.
O olfato começa a captar odores que não fazem parte da natureza ali perto. "As flores não são tão cheirosas assim."
Cruzam... sem trombadas, sem o mínimo contato, sem uma palavra, mal olhando um para o outro... e vão embora.

O mundo está com frio. Nada caloroso acontece. Nem mesmo um tropeção naquela hora para fazer um dos dois suar frio de vergonha. (nem p/ ser logo os dois. pelo menos seria recíproco)
Dois destinos diferentes. Um termina ali, o outro... sei lá aonde.
O rapaz olha para o céu (sempre. se tivesse algum buraco aqui, já teria caído dezenas de vezes.), sabendo que nunca mais encontrará aquela moça que, diferente de muitas, lhe retribuiu o olhar.
Sabe disso, pois a única coisa que se repete nesse lugar, é o fato de que sempre tem algum rosto novo e desinteressado no pedaço. Novo, que é diferente de "agradável". Desinteressado, que é diferente de "desagradável".
E os conhecidos... Bem, eles não se importam. Diferente de "não importam".

Dois olhares acanhados que nunca mais irão se encontrar.

"Cara... Eu odeio essa cidade."



Escrito por: (((Thiago))) * 21:29
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Terça-feira, Setembro 13, 2011

Grow

(waking with the sun)
Nobody noticed nothing about it.
Even the sky has fallen over the reasons to live without you.

(thinking on the moon)
Reaching the stars out.
Falling in dreams.
Trying to escape from this reality where I'm all alone.

(remembering the planets)
My head on your shoulder. Sleeping away.
A cold and tough wall faking you. Well, you're not at home.

(seated here on Earth)
Memories on the ground. Where did they came from?
Playing with someone with no face... cause it is unknown.

Chorus
See. I was there.
Just a child wating for his father. Waiting for you
To care about me. To stay with me and help me to grow.

There wasn't time to be exploited.
I was the only one player in a father and son game.
Now I am here to show you how much I have grown.

All those years passed by and I still don't know who I really am.
Feeling like I'm searching for someone who teaches me the roads I can go.

And I'm still the same.
Using this small and dark room to scream all my hopes away.
But if you come here I'll light up and make it last forever... for you see me to grow.


(to be edited...)



Escrito por: (((Thiago))) * 18:12
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Segunda-feira, Setembro 05, 2011

"Lágrimas do Pesadelo"

Pobre do rapaz que não consegue chorar. É como se o seu espírito quisesse toda a sua mágoa para si.
Um desses rapazes que não choram, se deita com o intuito não só de adormecer, como também (e principalmente, aliás) o de sonhar.
Mas o sono é atrasado por pensamentos que ele acredita terem sidos banalizados pelo mundo por este temê-los fortemente. A luz apagada não é o suficiente para lhe trazer sono. É até mais fácil de se ter o sono roubado, já que nada é capaz de lhe tirar a atenção de pensamentos horrendos.
Ele se cobre até a cabeça, achando que aquilo o livraria das más vibrações cerebrais que a escuridão estava lhe causando.
E só depois de algumas horas, ele pega no sono e adormece.
Sono. Inconsciência. Pesadelo.
Tentando abrir os olhos, ele se depara com um quase nada. Sua visão ainda virgem daquele cenário tentou com todas as forças captar o que havia a sua frente. Escuridão, mas não total.
Demorou um tempo até perceber que sua visão já estava madura ali. E que era só aquilo que havia mesmo para ver, dentro daquele pequeno buraco com cheiro de abandono.
Ao sair, olha para trás e nota que o buraco ficava embaixo de uma árvore morta. Ao lançar o olhar ao redor, percebe que só existe um limitado nível de iluminação o suficiente para criar mais sombras naquele campo florestal tão descuidado quanto à árvore morta em suas costas.
Foi andando em passos curtos e assutados ao som de folhas secas sendo esmagadas no chão, esquecidas pela primavera.
Após um curto caminho percorrido, havia um lago. Escuro, não havia sinal de vida aquática alguma, pelo menos do ângulo onde estava. Foi se aproximando, sentiu seus pés batendo na água sem vida. Apertou a vista e conseguiu ver 2 pequenas esferas emergindo das profundezas. Grandes demais para serem olhos, mas mesmo assim os eram. Eram olhos caídos, como se mostrasse cansaço. Talvez fome. De repente um som tristemente assustador jorrou das águas, invadindo a mente do rapaz como se toda aquela floresta fosse um sino badalando aquele terror com ele lá dentro.
Saiu correndo, temendo que aquela criatura o alcance e o devore.
Correu até cessar o choro da criatura. (como ele mesmo preferiu intitular o som)
Ofegante, se sentou em uma outra árvore, tentando ouvir o som ambiente, mas só conseguindo ouvir o som da própria respiração. Toda aquela quietude o deixava impaciente e desesperado.
Inquieto, olhando para todos os lados na esperança de não ver mais nada estranho ali. Depois de várias vezes olhando para todos os lados, olhou para cima, se arrependendo de não ter olhado antes. Porém, lá tinha apenas o céu... ou o que deveria ser o céu. Sem estrelas, sem nuvens, sem lua. Pensou por um instante que aquilo seria uma cúpula negra, mas, ao jugar pela imensidão, era mesmo um céu, sem nada para provar que merecia esse nome.
Era o que ele pensava, assim que olhou para uma parte do céu que parecia querer esconder (com a ajuda das árvores mal tratadas) uma estranha lua minguante, lá longe, com uma aparência mastigada.
Ele levanta e vai, no mesmo ritmo de antes.
Encontra uma cabana e vai em direção a ela. Ao chegar, tenta abrir a porta. Não precisou obter sucesso, pois a mesma já estava aberta, porém não seria difícil botá-la a baixo caso estivesse trancada.
Entrando, ele se depara com um lar totalmente vazio. Buracos nas paredes em forma de quadrado indicavam que ali deveriam estar as janelas. A impressão que dava era a de que quem morou ali, não se importou em deixar a casa naquele estado. Pegou suas melhores características e as levou embora, deixando-a para trás. Algo que sempre lhe deu conforto, agora largado a cargo das malícias do tempo.
O ar de dentro da casa começava a ficar cada vez mais frio. Ele sentia a densidade aumentando a cada segundo e preferiu sair de lá, com medo de ser obra de alguma outra criatura querendo seu mal.
Saiu apressado e com vontade de gritar. O desespero aumentando a medida que ía tentando aguçar todos os seus sentidos na busca por alguma resposta de que lugar era aquele e o que ele estava fazendo ali.
Sem escolha, ele acaba adentrando novamente a floresta e logo ele se depara com algo que parecia uma pedra, mas ao dar mais um passo, dessa vez, por obra do azar, mais barulhento que os demais, a pedra se revela uma criatura, invocando suas patas em sua parte inferior, um pescoço e uma cabeça mais acima de seu corpo. Ela se vira encarando aquele que havia chamado sua atenção. Este que, assustado, já havia recuado alguns passos. Não tinha gostado nada do que vira, mas não conseguia correr de tão assustado.
A criatura fez menção de avançar em sua direção, porém após uns passos, parou e lançou seu olhar ao chão. Suas pernas finas tremeram, cambaleou e foi ao chão, recolhendo suas pernas e cabeça, só não parecendo uma pedra pois estava de frente para o rapaz.
O rapaz sentiu um leve aperto em seu peito. Ela foi aumentando em ritmo pequeno, mas foi cessada por um barulho contínuo que, ao despertar, deu origem a um susto que acabou atropelando aquela dor.
Ele olhou para a direção de onde ele acreditou estar vindo o barulho. A lua estava com um brilho mais forte, ficando muito mais visível que anteriormente. Mas o que acontecia ali não merecia tal brilho. A lua estava se quebrando. Talvez ela não fosse uma luga minguante, e sim uma lua se desfazendo. Era possível ver seus pedaços abandonando-na lentamente... e como era triste a cena.
P/ ele, tudo fazia sentido. Um buraco abandonado, uma floresta descuidada, um lago sem vida, uma criatura triste e faminta, um lar que foi deixado para trás, uma criatura que pensou ter visto seu dono e, ao ver que não é, se recolheu à forma de algo insignificante e uma lua caindo aos pedaços em um algo que talvez um dia tenha sido um céu.
Ele foi caminhando, mas agora com passos deprimidos. Deixou de olhar impaciente e atencioso para todos os lados como se não tivesse mais forças de tirar seu olhar do chão onde pisava. A escuridão não mostra apenas fantasmas e criaturas malignas. Dela se espera apenas o sofrimento, sem revelar que tipo de sofrimento será dado por ela.
A floresta deixou de ser medonha e aquela dor que ele sentiu no peito veio com tudo.
Ele foi até o ponto mais alto da floresta e deu uma boa olhada em tudo. Em alguns pontos, viu árvores desistindo de esperar por algo que as desse motivos para se manterem verticalmente firmes. As poucas aves que conseguia ver não estavam voando e não demonstravam a mínima vontade para tal ato. A lua estava mais mastigada ainda e as partes que se separaram dela já estavam quase imperceptíveis.
Ele sentou ali, pôs a mão em seu rosto e chorou. Como ele não havia conseguido fazer antes de dormir... despertando com sua face encharcada e seu coração dilacerado com a melancolia que presenciou.
Precisou se acalmar antes de levantar. Se convencer de que aquilo era foi um sonho ruim e de que estava na realidade agora... Porém, se convencer de que estamos na realidade e não em um sonho... No que isso ajuda? Ainda mais quando sabemos bem o que é sofrimento antes mesmo de nos deparar com ele dentro de um pesadelo.
O sofrimento é real. E a partir daí, o rapaz já não queria mais se levantar.
Continuou deitado. Sem conseguir chorar.



Escrito por: (((Thiago))) * 18:41
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Segunda-feira, Agosto 15, 2011

"Todos Iguais"

O cara ali na frente... É alguém que conheço... Sim! \o/

Ontem encontrei um amigo na rua. Esse foi um dos primeiros seres humanos que conheci fora da minha casa.
Eu costumava dar motivo p/ levar uma surra dessa família aqui indo lá p/ frente da casa dele. É relativamente longe daqui, p/uma criança de 4/5 anos.
Conversamos sobre como estamos agora, como queremos estar futuramente e, claro... Como éramos antes do nosso mundo se deformar formar no que é hoje.
Ambos desempregados, ambos desanimados, musicalmente frustrados, ambos vivendo na bagunça (ler posts anteriores) e querendo sair dela.
E eu achando que era um dos únicos.
Risadas, sustos, lamentos... E conversando você percebe que nada mudou. Antes éramos crianças correndo pela rua. Hoje somos "adultos" correndo contra o tempo. Ainda estamos correndo. A diferença é que não é tão prazeroso assim correr contra algo que tá sempre contra você, até de brincadeira.
Lembrando dos amigos que não temos mais, mas que ainda "conhecemos". E vendo que tá todo mundo meio que na mesma situação ou já passou por ela.
É triste. Não queria tropeçar o meu olhar em cada buraco dessas ruas e pensar que essa é a pior realidade. Mas é difícil sentir a dor de uma criança morrendo de fome do outro lado do mundo, quando a sua dor está presente, aqui mesmo, e não tem nada p/ te distrair. Você não tem de onde tirar seu sustento, você não tem de onde tirar seus beijos e abraços. Não tem onde jogar em vão sua saliva, nem um lugar significante p/ botar suas idéias revolucionárias. Tudo fica por conta do acaso te fazer encontrar algum conhecido por aí, que, em instantes, volta a ser seu amigo, te faz ver que a situação tá difícil p/ todos e não só p/ você, te faz sorrir, chorar, ficar com raiva e depois vai embora de novo.

E mais uma vez as esperanças marcam presença em algo que eu escrevo, pois foi só o que restou mais uma vez.



Escrito por: (((Thiago))) * 17:47
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Domingo, Agosto 07, 2011

"Vista Cansada"

Mais cansado que a minha vista, só eu mesmo.
Minhas olheiras chegaram a 125º na escala hichner... e não, não sei o que estou falando. Estou com muito sono mesmo, sério. Mas se tem gente que dirige bêbada, por que eu não posso escrever com sono? Me larguem... -_-
O que me deixa acordado é a vontade que eu tenho de falar que... nem tudo deu errado.
P/alguém que anda tendo êxito nas coisas mais importantes de sua vida, isso não deve significar muita coisa.
Eu fui mal na prova, não conversei muito com as pessoas hoje (exceto com meu melhor amigo. não é a toa que é meu melhor amigo), não consegui dormir a tarde toda, não toquei violão e não estou afim de olhar o céu p/ procurar respostas porque sei que não vou obter nenhuma.
Cá estou, tonto (como sempre), com esperanças de receber uma certa sms. Eu não preciso ficar pensando durante muito tempo em algo prazeroso p/ ter esperanças de que isso aconteça. Bateu no meu cocorô, bateu no coração ao mesmo tempo.
Coração......

Eu estava ouvindo "Scars" do Blackfield, sabe srta.? E uma parte fala que você é um anjo e o capeta também. Faz sentido, porque conquistou meu coração e levou minha alma embora.
(tadá... pzzzz...)
Ok... Cantada idiota avulsa enviada por zé ninguém, de lugar nenhum, para a amada "oi-tchau".

Quando eu era piquititico eu falava que sonhava em ser alguém e fazer coisas. Mas era tudo mentira. Eu sonhava coisas idiotas como voar e falava que queria ser músico.
Aí depois de um tempo comecei a trocar a frase "meu sonho" por "meu desejo". Fica mais maduro, né? Bom... Pelo menos até a hora em que você descobre qual é o meu desejo.
Eu quero mudar o mundo.
"Ah, que bonitinho... Agora senta lá. Próximo!"
Hmm... Então, né? Eu pensava realmente que só crianças pudessem ter esse tipo de sonho/desejo, pois são todas inocentes. Isso é o que a sociedade deve deduzir, né? Porque se um adulto vier falar uma coisa dessa o povo esculacha na cama, na sala ou no quarto.
Eu queria mudar o mundo, mas alguém como eu... infelizmente... não dá. Pelo menos ainda não tive apoio p/ isso até agora. Eu não consigo mudar nem as pessoas com quem convivo, porque dizem que não devem mudar, nós que deveríamos aceitá-las e tudo mais... sem parar p/ pensar no egoísmo que cometem.
Podem falar que eu também sou egoísta. Deveria aceitá-las como elas são. Então, aceitamos a câmara dos deputados também. Heil Brasília! o/
-not
Eu já aceito vocês como são. Senão, já teria dado as costas faz muito tempo. Só que ser magoado mais de 500 vezes cansa a beleza que eu já nem tenho.

Mas deixa eu falar uma coisa do meu melhor amigo, antes que pensem que ele é imaginário.
É o segundo cara mais azarado que eu conheço. Eu só sou o primeiro cara mais azarado que eu conheço por ordem de chegada mesmo, porque é um páreo duro.
Eu tento ser alguém p/ ele. E até que tem dado certo. Ele me considera um irmão e eu o considero igualmente.
Eu to falando seríssimo! Nem a família do cara ajuda. (o que anda sendo muito comum, hoje em dia. conflitos de época... é... detalhes)
Por ele eu faria algumas coisas do tipo... pagaria uma viagem de vinda e volta p/ cá p/ São Paulo (é, ele não mora aqui) só p/ ele encontrar a namoradinha (que é daqui), hohohoho...
Ou seja, amigões(?)... As coisas estão dando certo p/alguém. O menino tá virando hominho, rs...

É... P/alguém as coisas precisam dar certo. Dois derrotados não dão conta de nada.
No meu caso, as coisas foram se desfazendo uma a outra e eu nem vi quando isso começou. Pena que pareciam cacos de vidro. Caso eu tentasse aparar a queda dos cacos, ía acabar me cortando mais ainda.
Eu só lancei minha mão p/ pegar pelo menos alguns e levar junto comigo. Como eu disse no começo do texto, nem tudo deu errado. Peguei bastante, até. O resto foi caindo. Vai saber onde foram parar.
Eu queria dizer que sinto muito mesmo, mas é a mesma coisa que dizer que amo, que quero por perto p/ sempre, que não vivo sem... Resumindo, isso não vai mover montanha alguma, já que minha voz só é boa para irritar. Tudo vai continuar no mesmo lugar e eu vou continuar no canto sozinho com chapéu de burro na cabeça.
Não que eu seja burro, né? Eu não sinto que eu sou burro... e talvez minha burrice esteja aí. Sempre pensando no que errou. Não, o problema não está em se perguntar onde errou. É não enxergar que errou logo de uma vez!
É que nem um mindfuck. A resposta, às vezes, tá bem estampada na sua cara, mas você não consegue ver.
Eu, que assumo que sou o cara mais desatento do mundo, tenho meus motivos para tal, né? Olha aí...

Eu to cansado mesmo. As coisas não mudam, os pensamentos continuam na mesma velocidade (rapidamente lentos), se manifestando da mesma forma (pessoas), ateando as mesmas chamas (...) e acendendo as mesmas luzes (esperanças). E quanto mais luzes são acesas, mais jogado no escuro eu fico.
Essa é a maior das minhas perguntas: Por que? Eu não entendo. Eu tenho que deixar minhas esperanças de lado p/ eu ser feliz? Isso não faz sentido, mas sempre quando elas estão no ponto mais alto dos meus desejos em um dia ensolarado e frio, o dia seguinte amanhece chuvoso e mais quente que o dia anterior.
Não é p/ fazer sentido mesmo, né?

Eu queria me especializar em tanta coisa. Tanta gente fala que tenho bons dons p/ várias coisas.
Mas a única coisa em que eu consegui me especializar até agora foi em me ferrar, mesmo.
(mimimi é a bunda do capeta, ok?)



Escrito por: (((Thiago))) * 00:37
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Quarta-feira, Agosto 03, 2011

"Por que o mundo deve acabar?"

"O Thiago não gosta de morenas... Eu o conheço ele desde a minha infância. Eu lutava jiu jitsu..."

Hmm? Não, não estavam falando de mim. Eram só duas garotas da mesa ao lado falando de alguém com o nome mais clichê do mundo.
O nome mais clichê do mundo para o ser mais desmotivado do mundo. Justo, até.
Tão justo quanto eu nascer em março, no dia 18, o que me dá o signo de peixes mesmo que o zodíaco mude... ó, céus.
Sair da faculdade depois de saber que as provas finais estão 4 dias à minha frente não é nenhuma felicidade. Poder olhar p/um céu sem estrelas também não.
Vou pegar meu ônibus lotado p/ ir p/a minha casa que eu ganho mais.
Devo ganhar. Mesmo tendo que ver as mesmas venerações de pessoas por coisas como uma mochila colorida, ou por pessoas vazias que veneravam um cara que aparecia na TV girando o dedo, gritando um nome feminino e usava um relógio na barriga.
As pessoas veneram até mesmo o próprio nariz se empinando perante pessoas mais... "humildes". Incrível como o nariz dessas pessoas mais humildes conseguem ser mais bonitos. Não duvido que sejam mais limpos também.
Pronto. Estou dentro de outro lugar insuportável.
Pelo menos consigo ver o céu... mas em busca do que?
Há! Sabia. Se fosse alguma solução, não seria tão fácil vê-lo.
E p/ que vê-lo, afinal? As pessoas erguem sua visão para os céus procurando deuses, anjos, et's, estrelas... Outras não sentem motivação para acreditar nem sequer nas estrelas, ao saber que elas são apenas restos mortais distantes.
E esse ônibus que não anda mais rápido? Ah... trânsito.
Droga. Quero ir p/ casa logo. E ainda falta mais um ônibus.
A cidade é uma balbúrdia. Meus olhos nem agüentam mais tentar enxergar alguma coisa aqui e não ver nada. É tanta podridão escondendo o que há de novo e maduro... (se é que existe isso aqui)
O sinal é para o segundo ônibus. Ele passa e eu vou atrás, a medida que olho a garota do lado, me olhando de canto... tse... sempre acontece. No mínimo acha que eu sou ladrão, ou nota algo bem estranho em mim. Meu cabelo, talvez. Ou a minha roupa, que foi moda nos anos....... bem, nunca esteve na moda. Enfim...
Um dia me disseram que eu era o ser mais fascinante do planeta. Outro dia disseram que eu era do mundo. No outro, era da galáxia. Moral dessa saga: Sou o ser mais fascinante de lugar nenhum. To começando a achar que quem acredita que esse mundo existe de verdade é um louco, p/ ficar falando uma coisa dessas de alguém que não move nem um fiapo de madeira com o dedo. Não por ser fraco, mas por não achar nenhum fiapo p/ ser movido. O mínimo que ele consegue é um tronco de árvore e, magro desse jeito, mesmo comendo mais que um ogro, não vai conseguir muita coisa.
Quero chegar em casa. Meu lar. Meu canto. Não quero mais ter que me sentir observado. Tanto por quem quer me fazer algum mal, quanto por quem quer me fazer algum bem. De uma forma ou de outra, eu sei que ambos são pura miragem que faz parte de mim: outra miragem.

"... and easy to ignore..."

Meu melhor amigo me falou dessa música... Aliás, ele me falava dessa música. Sempre. Eu sempre a ignorei, pois estava mais preocupado com outras coisas.
Sei lá. Ela é tão boa... mas eu não sou a pessoa certa para apreciá-la. Não da forma que o faço, pois é um risco muito alto.

Ah, a rua deserta. Pena que é asfaltada. Sinto que meu pé tá pedindo arrego desse chão duro e meu olfato tá quase indo para a ponte que partiu com esse cheiro de concreto misturado com o de fumaça saindo de inúmeras camadas.
O caminho de volta para casa, a última esquina a se dobrar. A casa amarela.
Por que amarela? Deve ser p/ ser mais fácil de ser notada. Se o dono não o é, a casa pelo menos tem que ser.
É uma casa grande, mas que não tem nada além daquilo que essa cidade é: bagunça. É bagunçada, e mal acabada (literalmente. a última reforma não foi muito bem sucedida), sujinha... mas é minha.
Mentira. É da minha vó e da minha tia.
Mas o quarto... posso chamar de meu. Uma prova? Pisei nele, minha irmã, que tava usando o PC, saiu. Me deixando sozinho. Isolado, como sempre. Nada.

Nada... E agora já não lembro mais p/ que queria tanto chegar em casa. Do que eu queria fugir? Do que eu estava correndo atrás? Alguma vez existiu algo por/contra o que lutar?

A ventania que teve de manhã voltou com tudo, levantando a minha pseudo-cortina (é o lençol que a minha irmã usava quando era mais nova) da minha janela incompleta (tá sem vidro em algumas partes) como se fosse o rabo da saia de uma dançarina espanhola frenética.
Talvez eu devesse ir lá p/ fora e deixar o vento me levar antes que o tempo leve o resto de tudo que eu tenho... (que eu sinto já ser resto por si só)
Ou será que sou tão miragem que nem o vento me leva?

E umas horas depois eu vejo que o "talvez" é realmente uma palavra insignificante na minha vida, quando se trata de... partir.
Eu sou rodeado por um gás inflamável e a minha existência é uma faísca prestes a dar o ar da graça. Tão insignificante, mas não quando cercada de um composto explosivo.

Algo insignificante é amado e odiado na mesma proporção que um ser do bem ou do mal. A diferença é que em um piscar de olhos... puff. Sumiu.
Não, ele não foi embora. Foi apagado.



Escrito por: (((Thiago))) * 12:12
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Quarta-feira, Junho 15, 2011

Um começo.
É o que todos esperam de uma história.
Ainda mais quando se sabem onde ela vai dar.
Porém, não é exatamente esse o propósito da vida de Hyuma. O "filho das trevas", como costumavam chamá-lo.
Ok! Sem muitos detalhes sobre ele agora. Apenas seu nome e o conhecimento de sua existência já se faz o bastante.

Era uma tarde qualquer. Na vila florestal, conhecida pelas más línguas como Floresta do Desespero. Uma vila ao lado de uma floresta a oeste da Pólis Industrial, no continente Pastur.
Lar dos melhores arqueiros e dos mais habilidosos espadachins, o que fazia idéias de céu e inferno morarem dentro daquele lugar brotarem nas mentes consideradas frágies do povo que reside fora daquelas extremidades.
Acreditavam que arqueiros eram como anjos. Possuíam o mais divino dos poderes como a cura em grupo e o poder de derrubar qualquer demônio a qualquer distância.
E... Quando digo qualquer demônio... Muitos aplaudiriam se eu trocasse "demônio" por "espadachins".
Dominadores de artes ditas sinistras, são temidos por aqueles que não possuem os conhecimentos necessários para manuzear longas espadas, vestir pesadas armaduras e manipular a tecnologia arcana.
Hayago, filho de Hyuma, um mago nascido nos desertos que odiou o filho amargamente ao encarar o fato de que Hayago havia decidido seguir a trilha dos "amaldiçoados".
Eles prendem seus pés na, tiram seu poder, seu conhecimento e sua resistência. Que outro adjetivo pode ser dado a seres assim? Que confiança eles passam para a nação?
Devem ser exilados! São do mal, são os vilões. Sabe? Os vilões dos filmes, livros. Os malignos. Com poderes feitos para nenhum outro fim, exceto o de matar.
Você sabe. Eles também, os espadachins. E eles sentem muito.
Hayago sente. Foi acusado de o fato de viver nas sombras ser uma prova de que seres da laia dele realmente não devem ser bem vindos entre pessoas de bem. Só não se importam em botar o "tico e teco" para funcionar e perceberem que eles não vivem nas sombras. Jogam eles ali.
Voltando para aquela tarde qualquer...
Hayago vinha voltando de uma das missões dada pelos sábios de Nevareth, porém seu estado não era dos melhores.
Estava sendo carregado por dois outros lutadores. Cada um com uma armadura reluzente. O da direita possuía uma armadura com cor esverdeada, já o outro, estava com uma armadura que lembra a cor do que seria um caramelo metálico. Ambas com e gravuras arcanas em cada parte.
Já Hayago, entre os dois, estava com um traje opaco, sem vida, assim como ele mesmo estava parecendo.
"Arqueiros!" - Gritou de forma gentil o guerreiro da armadura verde. Achou que aquela cena já havia intimidado demais quem estava por perto.
"Não seja tímido, Trucius! Pelo amor de toda esta terra! Onde tem um bendito arqueiro?
aqui!?" - Gritou de forma desesperada Rigon. O guardião.
"É o que mais temos... Hayago!?"
Os 2 viraram para o lado e encararam não um arqueiro, mas uma arqueira. Correu em direção dos 3 o menos desesperada possível, tentando de todas as formas manter a calma e se concentrando para conjurar algum poder medicinal.
"Calma! Vai dar tudo certo. Eu juro por Milla!"
"Milla... Eu a encontrarei..." - resmungou o espadachim abatido - "Hyuma. Cadê meu filho? Eu preciso vê-lo. Preciso antes de ir..."
Os 3 estavam ficavam cada vez mais sérios e inquietos a cada respiração profunda dada pelo homem estirado no chão. As pessoas da vila começavam a se aproximar cada vez mais.
A Rita segurava firme a mão de Hayago, mesmo depois da ordem que lhe foi dada, de chamar Hyuma. Então, a natureza do garoto se encarregou de fazê-lo surgir do meio da multidão.
"Pai..."
O garoto, em passos curtos e incrédulos em direção ao pai parecia fraco, dispersos. Literalmente achando que aquilo tudo era um pesadelo.
Ele correu para o pai como se fosse o primeiro encontro de pai e filho, temendo que fosse o último... o que de fato o era.
"Meu filho..." - começou o pai em tom de últimas palavras - "Meu orgulho. A parte luz de um homem das trevas. Não tenho do que reclamar de ti e sei do cor o que você tem a me dizer. Apenas te peço que não se esqueça do porquê te dei o nome de meu pai. Lembre-se dessa última vez em que encarou seu pai com olhos encharcados. Lembre-se que seguir o caminho de um espadachim sombrio leva a apenas um final... Triste final."
"Nunca me esquecerei de você, pai!" - garoto, aos soluços, reuniu todos os seus sentimentos mais profundos ao dizer tais palavras - "De tudo o que fez por mim e de tudo o que me orientou a fazer, inclusive disso, pois faz parte do que você foi p/ mim."
"Isso, filho! Olhe, lamente, mas aceite. A morte é a única certeza..."
"... mas só os fortes conseguem escolher a forma de como ela virá."
O pai sorri satisfeito. É seu último ato antes da última expressão de dor em seu rosto, seguida de uma expressão de serenidade.
É o fim. O espadachim está morto.
Rita abraça o sobrinho com força, porém se ela tivesse o poder de quebrar cada osso do menino com aquele abraço, ele não se importaria. A dor de ver o próprio pai morrer é ainda mais angustiante.
O recém órfão sente que perdeu mais que uma parte de seu corpo. O que adianta pernas sem ter para onde ser guiado, braços sem poder aprender tudo o que o pai ainda havia de lhe ensinar, cabeça para armazenar todo o aprendizado. P/ que lhe serviria cada parte do corpo agora? O que o mundo tem a oferecer a um órfão? Não um órfão qualquer, mas sim o filho das trevas.

Hyuma acorda!
"Droga! Esse pesadelo nunca vai acabar. Tenho certeza."
Aquele pivete, antes com 7 anos, agora tem 17.
Em suas orações, ele sempre lembra de seu pai, de tudo o que lhe ensinou, de tudo o que ele representou, até mesmo na hora de sua morte, acompanhado de um pedido de desculpas por tê-lo desobedecido.

"Sei que o melhor caminho a ser trilhado, pai, é o caminho do meu avô. Mas quem eu mais amava nesse mundo, era o senhor. Se eu morrer um dia, será como o sr. morreu: como um herói sombrio."

Guerreiros de Nevareth: A Sombra do Espadachim - O meio de uma história.



Escrito por: (((Thiago))) * 21:35
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Segunda-feira, Junho 13, 2011

"O Terceiro Braço de James Primeiro"

“Eu era uma pessoa legal.
Ok? Você leu bem? Enfatizou o verbo “é” conjugado no pretérito imperfeito?
Bem. Eu vou dizer que sempre quis escrever um livro, mas nunca tive dom p/ isso. Me recolhi à minha insignificância literária e preferi ir para a área de construção civil, o que me rendeu bons frutos. Ambos jogados fora pelo simples descuido de achar que eu era o homem mais sortudo do mundo por ter um amigo que não era mundano como os outros caras e uma mulher que me permitia sonhar e acreditar que eu era realmente amado. Sim, eu achava ser o homem mais feliz do mundo por achar que era necessário ter somente duas pessoas importantes para mim e por achar que não havia ninguém igual a elas. Se tivesse, não seria nessa realidade.
Mas leve essa frase em consideração: “O Mundo é doentio.”
Aí você não saberá diferenciar a qual deles você vai estar falando. Conhecer esse aqui, já será o suficiente para temer os outros que restam... se é que existem outros.
Ok. Eu era apenas um pedreiro, cheio de desejos. Um deles, era o de fazer alguém feliz.
Até aquele dia, em que abri aquela carta endereçada ao sr. Douglas Medeiros de Assis (sim, meu nome), achei que estava indo por caminhos errados, pois a Luma (a sra. minha amada) não dava aquele mesmo sorriso que me dava nos primeiros meses de casados.
A carta? Ah, era só uma carta do banco que, em outras palavras, estava me parabenizando por mais um desafio alcançado.
A porta de casa abre de forma fatídica. O silêncio só é interrompido por isso e por passos com a mesma característica da porta se abrindo.
Luma aparece, largando a bolsa em cima da cadeira mais próxima. Sem dizer uma palavra.
“Tudo bem?” – eu pergunto.
Ela me olha brevemente pelo canto dos olhos, tira o casaco e o pousa em cima da bolsa.
Indo em direção a cozinha, eu a sigo, ainda com a carta na mão. Se ela soubesse o quanto me feria aquela atitude, iria conseguir ouvir a gargalhado de Lúcifer afiando seu tridente, esperando sua chegada naquela terra amaldiçoada que é o inferno. Pessoas boas não agem como ela estava agindo.
_ “Luma...”
_ “Eu quero divórcio!”
Manter a calma. Foi a primeira e única idéia que eu consegui ter na hora. Não era possível ser um gênio ou agir como tal em situações como essa, então respirei e antes que viesse mais alguma lança em direção ao meu peito, preferi agilizar algumas palavras.
_ “Luma... Fala comigo, por favor. Dói, sabe?”
_ “Sei! Mais do que você.”
_ “Não sabe o suficiente. Se você soubesse o motivo causador, você não faria isso comigo.”
_ “E você sabe o por que dói em mim? Você realmente faz questão de saber? Não parece. Douglas... As nossas vidas estão um CAOS!”
_ “Eu percebi, Luma. Por isso que tem que existir um diálogo, coisa que não há entre a gente há alguns meses...”
_ “Eu quase não tenho tido nem tempo, nem vontade, nem paciência p/ esse tipo de coisa, e quando tenho, você é que não está presente. Eu preciso é trabalhar. Você sabe qual a situação das nossas dívidas, por um acaso? É, acho que não...”
_ “Ah... Dá uma olhada nisso aqui.”
Eu a entrego a carta. Ela a começa a ler impaciente, parecendo um pouco mais interessada na carta no meio. No fim, vem uma cara de alívio, meio triste, meio decepcionada...
_ “E por que estou sabendo disso só agora?” – perguntou. Antes que eu pudesse responder, ela observou – “ Olha, é uma pergunta da qual a resposta creio já saber, mas preciso ouvir de você.”
_ “É... Eu consegui quitar as dívidas todas. As horinhas extras no trabalho me ajudaram bastante, não é mesmo? Mas como eu pude falar com você sobre isso? Sem brecha nenhuma, acabei deixando p/ ser uma surpresa. Vai falar que tá decepcionada comigo?”
_ “Não... Com você não. Mas...”
_ “Mas nada! Que te sirva de lição e só. Chega de se culpar, chega de tristeza. Eu te amo. Se você me ama, vamos continuar prontos a enfrentar qualquer obstáculo, mas lembre-se bem... Eu preciso da sua ajuda. Eu preciso de você”
_ “Eu preciso dizer que pessoa igual a você não existe, Doug.”
E eu tenho que admitir que não mesmo.
2 horas mais tarde, já tínhamos jantado. Mesmo tendo sido uma janta digna de comemoração pelo abate de diversas dívidas, não foi o suficiente para melhorar os ânimos de Luma, mas relevei... Achei que qualquer coisa, ela viria me consultar.

Lavando a louça, ouço a campainha tocar.
Wallace estava lá fora. Wallace Correia. Só podia ser o meu melhor amigo, àquela hora da noite.
Acenei com a mão da janela, pedindo para ele esperar. Ele respondeu fazendo um gesto cômico que quis dizer a um “vamos dar uma volta”.
_ “Luma... Já volto, ok? Vou andar com o Wallace. Hoje é sexta, aposto que ele vai querer beber.”
Com uma cara de desgosto, ela apenas me olha e diz “Ok.”
_ “Ainda vamos conversar sobre isso, né? Gostaria de saber o porquê de você não ir com a cara dele. Falaremos sobre isso alguma hora, certo?”
_ “Já disse que ele faz eu me sentir mal, Doug. Não gosto de vê-lo com você. Vocês são muito diferentes...”
_ “Nem tanto. Se conhecesse ele melhor, entenderia... Às vezes eu penso que você tá é com ciúmes, há há há...”
_ “Ciúmes... é...”

Eu a deixo... É a penúltima vez que a vejo acordada. É a última vez que ouço sua voz em tom de desânimo.
_ “Rapaz... Eu acho que tenho dupla personalidade.” – começa Wallace com suas idéias estranhas, comigo ao seu lado andando pela rua. – “Sério. Às vezes eu ajo de acordo com os meus desejos, mas depois eu me sinto culpado. O pior, é que o desejo de fazer o errado não acaba! Eu me sinto como um qualquer, tentando ser especial de alguma forma, e escolhendo logo a pior delas.”
Eu sempre estranhava essas neuras de Wall. (assim o chamava, em homenagem ao Pink Floyd, que é a banda que mais gostamos)
Não conseguia agir normalmente quando ele começava com elas. Um dia, inclusive, ele estava bêbado e veio me dizer que uma mula tava mexendo com ele. Deixando-o excitado a ponto de pensar nela durante algumas noites. Eu ía perguntar de que raios ele tava falando, mas bem... ele tava bêbado. Depois disso começou a rir desesperadamente e, passados uns 5 minutos nesse estado, começou a chorar. Típico de pessoas alcoolizadas, não é mesmo? Hmm... Pelo menos é o que a gente ouve por aí.
_ “E nesse exato momento?” – comecei o interrogatório afagador – “Como se sente?”
_ “Na zona de perigo. Sei lá, como se a morte estivesse me encarando...” – disse isso com olhos arregalados.
_ “Morte!? Que mané morte, cabra? Deixe disso!”
É, ele parece estranho... não é mesmo? Hmm...
Demos mais algumas voltas, nos despistamos desse assunto chato, demos boas risadas, compramos algumas bebidas e as tomamos a caminho de volta p/ casa.
_ “É aqui que eu fico, parceiro!” – alertei-o quando cheguei em casa. Ele já ía passando reto por ela. Já estava levemente bêbado. Wall sempre foi fraco p/ bebida
_ “Ah! Ok. É aqui que você fica, então.”
_ “Até mais! Vai com segurança, hein? A natureza é implacável!”
_ “Bem lembrado! Espero que um dia você se lembre disso, ao invés de só lembrar a mim.”
Por que levar um bêbado a sério, não é mesmo? Hmm...
_ “Oras... Já nasci com esse conhecimento! Agora vá logo p/a casa e não se perca!”

Entrei em casa, tomei um leve banho e fui p/a minha... não... nossa cama. Luma já estava lá, dormindo. “Os anjos dormem?”, pensei ao ver aquela cena.
Fiz o maior cuidado para ela não abrir suas asas por causa de um susto ao ser acordada... e deitei, com uma certa idéia na cabeça. “O nosso casamento quase foi arruinado, mas não foi. Preciso renovar nossos votos.”
Olhei para a aliança que há 10 meses eu coloquei em meu dedo, jurando fidelidade acima de tudo àquela mulher deitada ao meu lado.
No dia seguinte, ela ainda estava dormindo. “Adoro esse seu sono pesado”, pensei, pois não gosto de acordar ninguém por causa das minhas atrapalhadas ao me trocar. Ainda mais por ser sábado. Ela não trabalha aos sábados.
Fui trabalhar mais cedo para poder sair algumas horinhas mais cedo. Achei que, levando em consideração meus esforços, nem precisava, mas já “achei” coisas demais do dia anterior para aquela manhã p/a qual eu acordei.
Consegui sair mais cedo e fui a uma joalheria.
“Quero renovar meus votos!”. Só não gritei isso de felicidade por querer preservar minha dignidade em um ressinto cheio de frescuras. Preferi escolher meu sorriso mais comportado me dirigi à atendente mais próxima.
“Pronto! Agora, só falta chegar até lá.”
Fui p/a casa impaciente. Eu sentia meus pés entortando de excitação. Queria que a casa minha casa ao menos viesse em minha direção com a mesma velocidade ou maior.
“Anda, Douglas! Chega logo...”
É, eu pensei que nunca chegaria. Incrível como a impaciência é mais avassaladora ainda quando se está cada vez mais perto do seu portão... que, quando cheguei mais perto, notei que estava aberto.
Não. Estava escancarado.
Eu entrei com mais pressa ainda nos passos, mas agora eu estava com certos receios.
Rodei a maçaneta da porta... estava trancada. Talvez estivesse preocupado a toa.
Peguei a chave, abri a porta e entrei, bem silencioso. Caso ela me pegue entrando em casa dessa forma, falo que fazia parte do plano de lhe pegar de surpresa.
Olhei pelo andar de baixo... ela não estava lá, apesar da luz da cozinha e a do corredor que leva até a sala estarem acesas.
Ok, meu coração acelerou um pouco mais, pois já era de tarde e, pelo menos na sala, assistindo algum canal de filmes, ela deveria estar.
Subi até o andar de cima, mais cuidadoso ainda. Estava tremendo. O que estava acontecendo? E que barulho era aquele?
Então meu mundo começou a se distorcer naquele exato momento. Era a voz de Luma. Não era uma voz desanimada. Tão pouco era uma voz irritada. Era uma voz que eu não ouvia a algum tempo. Voz de prazer, acompanhada de um barulho de cama balançando... e diria quase quebrando.
Eu segurava um presente nas mãos, mas não lembro ao certo onde o deixei cair, assim que a minha audição captou os gemidos de Luma.
Eu precisava acabar com aquilo. Eu não queria mais ouvir aquilo. Eu chutei a porta, fazendo com que ela abrisse com um estalo que ecoou por toda a casa... e isso me fez ter a pior visão que o homem mais sortudo do mundo deveria temer por toda a sua vida e, mesmo assim, se caso se deparasse com a tal, não saberia lidar com aquilo.
Eu queria acabar com aquela música desagradável, e acabei dando de cara com o teatro dos horrores. Wall me fitava deitado e de costas para mim. Assustado e imóvel, com Luma sob seu corpo. Ela não me olhou... Seu olhar estava direcionado para o teto, como senão tivesse Wallace nenhum sobre ela. Não era um olhar angelical, não era o olhar de stress... Não sei o que aquilo significava para mim e nem quis saber.
Sem entender nada, sem querer saber de porquês, dei as costas e fui... Sem pressa nenhuma... para lugar nenhum.
Pois o que esperar de uma natureza tão limitada? Que nexo? Que explicação?
O que esperar da natureza humana, exceto a insanidade?

Hoje estou aqui, com o meu cobertor, em um banco à beira das areias da praia de Copacabana, esperando o Sol se pôr. A visão é lindamente triste, quando tristeza é o que se tem para ser lembrado.
O mundo é doentio. Ele é louco e, sobre essa loucura, você pode dizer que é algo contagioso.
O mundo te traz as doenças, até levar embora todos os seus sonho, sobrando de você isto que sobrou de mim.”
E, naquele dia, lá permaneceu, sentado e com o olhar perdido no horizonte da praia de Copacabana, Douglas Medeiros de Assis. Um homem cujos sonhos foram destruídos pela infeliz natureza humana. Natureza esta que pode sim destruir sonhos.
Porém... Se há futuro, há possibilidades de novos sonhos.
Douglas olha para o lado e vê um moço parado, olhando em sua direção com uma postura de quem estivesse o analisando.
Incomodado, ele pega seu cobertor, levanta e dá as costas, mas antes do primeiro passo, o jovem moço chama sua atenção:
“Um mendigo qualquer não se incomodaria com alguém o encarando. Uma pessoa qualquer não chora por simplesmente olhar um pôr do sol que, vou ser sincero, já vi melhores.”
Douglas passa a mão no rosto. Haviam sim lágrimas em seu rosto e ele nem percebeu.


Continua em: James X James - Em Busca de um Amigo



Escrito por: (((Thiago))) * 21:46
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Terça-feira, Maio 24, 2011

"Anjos Radicais"

Eu odeio surpresas. O destino nunca me reservou as boas.
Aos curiosos, direi o porquê usando os fatos principais.
Eu nasci. Sim. Essa foi a primeira.
As brigas dos meus pais nunca foram surpresa. Já o faziam antes mesmo d’eu conseguir pronunciar as palavras ‘papai’ e ‘mamãe’.
O choque veio no dia em que só minha mãe voltou p/ casa, me explicando, algumas horas depois, em que ap. da cidade eu poderia encontrá-lo.
Depois de uns anos, não liguei muito p/o fato d’eu ter que ir estudar em uma escola pública, cheia de gente adolescentes que fingiam detestar novatos, a ponto de zoá-los o ano inteiro.
O problema foi quando a empresa onde a minha mãe trabalhava decretou falência. Com o estado emocional instável que ela enfrentava, o máximo que ela conseguiu arrumar foi um emprego de coordenadora de um setor em uma fábrica de costura, que pagava muito mal.
Problemas com negócios falindo pareciam ser hereditários. Não passei nem 3 meses no meu primeiro emprego para aquela loja de cd’s anunciar que suas portas irião fechar p/ nenhum funcionário dali entrar mais. Ninguém havia falado nada p/ mim sobre isso. Depois fiquei sabendo que o que rolou na verdade foi a venda da loja, sem indenização de ninguém.
E a vida segue... Tropeçando em decepções. Desde as do dia a dia, como quebrar a unha, quanto aquelas que você garante que nunca vai acontecer, mas acontece, como perder o namorado para a melhor amiga.
Nada agradável. A verdade é sempre a pior parte da surpresa. Principalmente esta perante uma Christiane perplexa, em seus recém 27 anos. Minha melhor amiga... Com o meu namorado... Na minha cama? No meu aniversário?
Mas... Por que estão rindo? Minha existência na vida secreta deles foi tão patética?
Bem... Você acredita em anjos? É, eles estão por aí, mas nem todos são legais. Muitos gostam de pregar peças. Quero dizer, assim que interpretei as ações de um que eu encontrei instantes antes de me deparar com esta cena. Sim... Eu vi um anjo... outra desagradável surpresa.
Na hora em que levantei, espremi um sorriso no rosto. Era meu aniversário, e o Tomas me prometeu que iria me levar p/ jantar. Era a única pessoa que eu me sentia bem de verdade em dedicar um sorriso.
Tomei um baita banho, me arrumei rumo ao trabalho. Té parece que era p/ me encontrar com ele, né?
Ao longo do meu caminho a pé... Clac! Claro que o dia não vai ser perfeito só porque é o "meu" dia. Meu salto foi quebra e, não satisfeito, me faz levar aquele tombo no meio da avenida, cheia de gente. Ótimo! Todo mundo olhando, curioso, mas ninguém se importa de verdade... Mas um bondoso senhor chegou em mim, murmurou algo que eu não ouvi direito.
_"O que foi que disse?" – perguntei.
_"Primeiramente... Você tá bem?"
_"Sim. Foi só o salto que quebrou. Mais nada, mas por sorte."
_"Ainda bem. Hoje não é um dia legal para se machucar. Tá um belo dia..."
Um belo dia... Sei lá. Parecia um dia ensolarado qualquer, para mim.
_"Obrigada, moço."
Saquei umas sapatilhas que sempre estão comigo da minha bolsa (andar de salto sempre é um sufoco), dei as costas e fui seguindo meu caminho...
_"De nada. E Feliz aniversário de novo..."
Foi como se várias mãos fizessem meu corpo se voltar de volta para o senhor.
_"Foi o que eu disse da outra vez. Como você não ouviu, to repetindo."
Fiquei tentando lembrar d’aonde eu o conhecia... Não, não o conhecia. Não a ponto de saber que era o meu aniversário.
_"Eu te conhe..."
_"Depois nos falamos, ok? Não seja apressada para isso, senão terá que se apressar para o seu serviço. Até depois."
Tudo bem. Eu odeio essas coisas mesmo. Aquela eu fazia questão de driblar.
Mentira... Fiquei com aquela situação na cabeça a manhã toda. Ela só foi apagada da minha mente porque o pessoal do meu setor, que nem me parabenizou nem nada (quase ninguém da empresa o fez, exceto o cara de vendas, que é afim de mim), estava ouriçado. Uma briga que entre os sócios chefes deixou o ambiente carregado de maus presságios. Todos estavam achando que alguém seria demitido dali em instantes.
De repente, sai um dos sócios (o responsável pelo setor de compras, que era o nosso).
"Todos dispensados até uma segunda ordem. Não consigo pensar com vocês trabalhando aí. Quero espaço para, pelo menos, respirar aqui dentro."
E assim, todos nós fomos para fora daquele lugar. Não sei p/aonde os outros foram, mas eu fui almoçar.

Depois saí por aí, perdida em pensamentos, tentando pensar em algo bom... Claro! Tomas.
Sempre me lembro de como o conheci, na faculdade. Em como ele me deu o primeiro beijo. Em como ele me pediu em namoro 3 semanas depois, dizendo que não conseguia se achar bom p/ mim o suficiente p/ ter me pedido antes. Idiota... Eu que não era. Nem suas broncas me faziam entender. Não sabia interpretar aquele tipo de atitude, mas, indiretamente, fazia eu me sentir... admirada. Desejada. Amada.
Fora minha mãe e meu pai, é o único em quem eu confio o suficiente para ter uma cópia da chave do meu apartamento, o qual lutei muito para conquistar, porque não é fácil uma pessoa como eu, na idade que eu tenho, com a sorte que eu tenho, ter o próprio apartamento.
Enfim... Pensamentos muito bons, mas interrompidos pelo pigarreio de alguém às minhas costas.
_"Nos encontramos de novo, srta."
Nem lembrava que aquele ser surgiu na minha vida na manhã daquele dia.
_"Ok, cá estamos." - comecei – "Quem é você? Como sabe sobre mim?"
_"Ah, a resposta é simples. Eu sou um anjo."
Disse isso olhando p/ mim como se não fosse nada. A coisa mais normal do mundo.
_"Espera... Um anjo? Senhor, por favor, né?"
_"Olha... Você tem certeza que seu namorado é confiável assim?"
Ok, ele sabia demais. Falando assim do meu namorado? Vai me dizer agora...
_"... que você estava invadindo minha mente?"
_"Sim. É uma história muito bonita, esta que você viveu com ele, mas... Tem certeza que ele vale tudo isso? Como pode estar tão certa? Você nunca teve sorte em nada, mas no amor... Ah, o amor... Nele você teve. Há! Parece meio irônico. Justo no quesito 'pior jogo de azar existente'. Dentre tantas mulheres procurando o príncipe encantado, você foi a que beijou o sapo. E a carne? Esqueceu a fraqueza que até mesmo a sua carrega?" – eu quase joguei minha bolsa nela depois desse projeto de insulto, mas deixei a porcaria continuar a falar – “Nem seus amigos você confia tanto. Neles que não têm nada a ganhar ou perder vivendo ou não perto de você. Esses que nunca te prometeram nada, não te devem nada, com quem você partilha poucas coisas. Nem em sua melhor amiga você confia o suficiente. Só a chama como tal por achar que é a menos pior.
Se seus pais, estando na situação em que se encontram, te amam, é muito, já."
Ah, não! Ele tava sabendo demais, sabia até no que eu estava pensando, sobre meus poucos amigos, meus pais... Ele era alguém com alguma habilidade especial, mas um anjo? Nem se ele acendesse a auréola em sua cabeça, abrisse as asas e saísse voando ali na minha frente.
_"O que você quer? Tá com ciúmes e quer destruir o meu relacionamento com o Tomas?" – Disse até o nome do meu amado. Àquela altura, tava pouco me importando com possíveis vacilos.
_"Jamais! HÁ HÁ HÁ HÁ..." – pensei que ía ter um treco rindo – "Jamais iria querer manter relações com alguém de uma linhagem tão azarada quanto a sua. Apesar que... Fazer você cair na real, seria muito divertido. E depois eu cobraria o favor que te fiz."
_"Hunf! Estou perdendo meu tempo discutindo com você aqui. Vou-me embora..."
_"Olha... Depois não vai dizer que não avisei. Abra os olhos para a real natureza humana. Ninguém nasceu para amar e ser amado. Por que o seu caso seria diferente?"
_"Porque eu o amo!"
Cara... Sério... Eu disse isso com o maior dos meus entusiasmos. Eu senti que ía chorar de felicidade e raiva naquela mesma hora. Eu o amo. De verdade. Eu praticamente vomitei aquelas palavras.
Nem liguei para a cara de zombaria, bem no estilo “Ui. A moça tá braba”.
Continuei:
_"Eu o amo. Se é assim, acredito sim que sou amada. Isso já me basta, seu sei lá o que... Anjo uma ova!"
_"Tse... Então tá bom. Tenha um feliz aniversário, mulher falsamente amada. Espero que goste de surpresas."
_"Já tive uma bem desagradável hoje, encontrando você."
_"Você sabe que nada dura para sempre, não é? O amor dele não é eterno..."
_"Se você fosse um anjo de verdade saberia que ele nunca me jurou amor eterno. Ele apenas prometeu que me amaria até que a morte nos separasse. Ou você não sabe a diferença?"
_"Você sabe. É o suficiente. Repito: Espero que goste de surpresas."
O homem deu um sorriso, mas tinha algo diferente nele. Um sorriso... sincero.
Barulho de latas caindo ao meu lado. Olho na direção. Era um mendigo...:
"Pow... Olha a barulheira, dona. Vá conversar com seus cachorros na sua casa. Eles te darão mais atenção do que o vento, mas é só um conselho."
Eu também estranhei a intelectualidade do senhor de rua e sua falsa acusação contra mim de estar conversando com o vento, mas ao olhar para frente... O tal anjo não estava mais ali. Olhei p/os lados, para trás, para cima... Nada. Sumiu de verdade. Saiu correndo? Nem. Ele parecia ter uns 50 anos. Não correria tão rápido.
Tudo bem. Dei meia volta e continuei meu destino para a minha casa.
Sorri... Provei para um anjo que eu amo e sou amada. Ele ficou tão desconsertado... E aquele sorriso dele não me convenceu. Eu odiei tê-lo encontrado daquela forma. Tudo bem, vai. Me serviu para ter total certeza do que eu sinto pelo Tomas. E se me perguntarem, vou dizer com a mesma certeza que eu confio nele.
Mas ao mesmo tempo estava triste, pois, quanto ao restante, eu não poderia dizer mais nada.
Meus amigos. Meus pais. Assim os chamo, mas é quase como se eu não os tivesse.
Tomas é tudo na minha vida? Eu não queria que isso fosse verdade. Nunca quis na verdade, mas, mesmo querendo, não me sinto forte o suficiente para mudar isso.
Ao chegar em meu apartamento...
P/ começar, porta aberta.
Meu pai: trabalhando.
Minha mãe: trabalhando.
Tomas: trabalhando?
Assim esperava, não é mesmo? É...
Entrei, fechei a porta e fui andando a caminho do meu quarto. Havia algo de diferente ali. Os móveis não estavam exatamente nos lugares onde deveriam estar.
As cortinas estavam escancaradas. Eu não as deixo assim... Algum ladrão arrombou a porta?
Apertei os passos até meu quarto. Ao entrar no corredor dele com o banheiro, ouvi sons vindo de lá de dentro, com a porta semi-aberta e a luz acesa. Eu estava começando a ficar com receios de entrar nele. Ouvi uma risada inconfundível...:
“Tomas! O que você...”
Ao abrir a porta completamente, lá estava ele, na cama, debaixo das cobertas... com Nídia, minha melhor amiga. Ambos, aparentemente, sem a parte de cima da roupa.
“Chris!?”
Os dois disseram antes de se entreolharem em uma só voz.
Um único som.
Uma única surpresa.
Um único tiro.
Uma única dor não só na parte de trás do coração, que é onde sentimos a dor da traição.
Uma única lágrima para vocês dois. Podem rir. Continuem rindo...
“Não era p/ você estar aqui agora...”
Que a minha existência era insignificante, eu já sabia. Não precisava que esse tipo de coisa reforçasse esse fato. Nem que aquele anjo viesse me alertar do que estava por vir.
Tudo era silêncio. Só a voz dele ecoando cada vez mais forte:
"Espero que goste de surpresas."
"Espero que goste de surpresas."
"Espero que goste de surpresas."
"Espero que goste de..."


"SURPRESAAAAAAAAAAAA!!!!!!"

Eu estava prestes a engasgar com meus soluços, acabei engasgando de susto.
Meu pai e minha mãe, os dois ao meu lado com chapeuzinhos de festa e umas cornetas na mão. Antes mesmo de começarem a assoprar aquela coisa, saíram mais 3 pessoas do meu armário. Uma se desajeitou toda e acabou caindo. Todos os rostos familiares, que eu jamais imaginaria numa situação como aquela, me lançando aquele tipo de olhar, aquele tipo de sorriso. Entrei inteiramente no meu quarto, mais duas pessoas conhecidas saíram de trás das cortinas. Tive o mesmo pensamento com relação aos olhares e sorrisos.
Todos fazendo um barulho ensurdecedor com cornetas e cordas vocais ao máximo. Um "parabéns p/ você" começa a tocar no ambiente festivo, comandado por cantores amadores de chuveiro.
Aqueles dois vão saindo de dentro das cobertas. Eu ainda não estava preparada para receber um abraço de Tomas. Fiquei ali, com a mão no rosto e desviando dele até a cantoria acabar.
Ao terminar, ele chegou perguntando:
"”O que você tá fazendo aqui a essa hora? Poxa! Era p/ você estar trabalhando enquanto arrumávamos isso aqui tudo."
Nídia pegou e estendeu a lençol. Primeiro reparei numa camiseta do Tomas caindo no chão, manchada de tinta, e notei que Nídia estava usando ‘tomara que caia’ e uma calça jeans... e de tenis. Havia um borro que tentava, com algum sucesso, ser a frase "Feliz Aniversário, Christiane" naquele lençol. (era o que eu menos gostava, por sinal)
Tomas veio em minha direção, apenas de bermuda de skatista e calçado com seu converse.
P/ quem achava que tinham duas pessoas ao menos seminuas embaixo das cobertas, aquilo foi um tapa na cara.
"A gente viu que você tava chegando e tentou todo mundo se esconder de alguma forma. Não deu tempo de nos enfiarmos debaixo da coberta direito porque você já foi aparecendo... Era p/ ser uma surpresa. Deu tudo errado. Nem a tinta secou. Perdoa?"
E aquele sorriso que só ele sabe me dar...
Todos riram. Todos riram da minha cara pateticamente assustada.
Eu não sabia com o que eu estava mais impressionada. Se era em ver tanta gente que eu jurava não notar minha falta caso eu tivesse me matado ao ver a traição comendo solta em cima da minha própria cama, ou em ver uma multidão de gente que deveria estar trabalhando ali, no meu quarto, ou em ter a total certeza de ter visto meus pais abraçados como nunca os vi antes.
Mas depois, o que eu sentia era ódio. A cara de idiota foi logo substituída por uma que teria uma ótima avaliação do Diabo, se ele a visse. Cara de quem estava prestes a destruir o mundo inteiro por causa daquela ousadia deles. De todos aqueles que ali estavam.

"Eu odeio surpresas. O destino nunca me reservou as boas."
Foi o que me veio a cabeça, naquela hora, me fazendo lembrar de tudo quanto foi repentinamente ruim, mal, péssimo em minha vida até aquele dia, me fazendo ficar de joelhos e, em seguida, implorar por uma resposta.
"Se é o caso, por que eu estou tão feliz agora?"

Mas ainda não me dou por satisfeita. Vou depenar aquele véio quando o vir de novo.



Escrito por: (((Thiago))) * 15:17
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Segunda-feira, Fevereiro 21, 2011

"A Queda"

Um anjo caiu.
Seu vôo já não se apresentava mais como uma de suas características mais marcantes.
Sua inocência foi dizimada e nunca mais houve um momento em que pensou estar voando entre algodões doces. O que se vê agora é a fumaça negra do cigarro achado em alguma sarjeta.
Sempre desejando algo pelo que lutar. Sempre venerando os honrados que ao túmulo chegaram substituindo milhares de outros. Uma vida pela troca de várias... Hoje, nem isso mais faz sentido.
Um belo rosto liso, ou pipocado em revolta hormonal contra esta face. Nada disso tinha muita importância desde que os braços fossem paredes quentes e aconchegantes, que agora são fétidos e dão a impressão de que ali existe um lobo preparando sua investida contra um coração que insiste cegamente em amar aquele lar, mesmo ouvindo uivos selvagens.
Preparar-se para o pior nunca foi o bastante, mas agora isso não faz diferença nenhuma. Se pelo pior ainda esperam, é porque ainda não entenderam que ele já passou, que eles está aqui e que ele virá.
Um anjo caiu!
O céu anunciou com gritos que causam tremores, desfilando sua fúria e derramando seus prantos sobre seres que não merecem essa dor.
Todas as promessas, todos os insultos, todos os gritos de clemência e de euforia, está tudo aqui. Uma tempestade é pouca para varrer esses dois times. A mais bela criança de todas e suas lágrimas duram apenas algumas semanas. Depois disso, seus soluços chorosos ainda ecoam na mente de todos, mas não em seus corações.
O anjo não sente mais ânimo de ver tudo de cima. Sua estadia aqui foi tanta que a sensação que tem é a de que faz parte deste meio, que não merece mais estar sobrevoando tudo e a todos. Aqui virou o seu lugar. Merece estar aqui por tanto ter achado que era o único ser perfeito do mundo. Este que não é pequeno.
Ria de si mesmo. Sempre quis ter sua história contada em uma canção. Você agora tem todas aquelas que futilmente as chamam de belas, mas que somente retratam a dor de um sentimental que existiu ou que ainda está esperando pelo dia em que não existirá mais.
Mas quem é este? Esta? Quem é o ser que se destaca de todos no meio desse mundo que não é pequeno?
Deus continua a rodar seu globo, pendurado no teto de seu quarto. Tudo o que este globo precisa é que essa rotação acabe e que Deus aponte para o ser escolhido por ele, para que tudo mude ou continue como está.
Vale a pena ter algum tipo de esperança? Elas não morrem, todos sabem. Mas a ignorância é uma benção ou devemos alimentar toda a nossa fé que dizem nos fazer seguir em frente? As respostas não vêm, e a natureza das coisas continuam se movendo, mudando, se desenvolvendo e, por fim, piorando.
Uma parede se põe como obstáculo. Se ela se mantém ali, eu não passo. Se ela cai, eu vou estar embaixo. É muito alto. Se eu escalar, e pular, vou me espatifar lá embaixo.
Sem saída... Acabou.
Um anjo caiu sem mencionar o nome sagrado que muitas vezes preferiu proferí-lo em vão... e ninguém viu. Quem soube, não se preocupou em presenciar a queda.
Apenas riram consigo mesmas de suas novas vidas sem nem lembrar que esse arcanjo um dia existiu.
Talvez ele nem mereça, no final das contas.



Escrito por: (((Thiago))) * 22:57
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Terça-feira, Fevereiro 15, 2011

"Fugindo da Chuva"

Quem dera se só uma parte coberta fosse o suficiente para que a chuva não me atingisse.
Quando o brilho entre as nuvens manda seu aviso, nem o chão ajuda para que o que há em seu redor fique seco, mandando de volta p/ cima, poucos centímetros, a água que que vem direto lá de cima, com a potência de um avião kamikaze.
Não machuca, mas o fato dela escolher a hora certa para me fazer correr é algo inexplicável.
Eu sinto medo. É como se toda essa água levasse embora todo o positivismo que absorvi durante o dia e conservei ouvindo canções, cantarolando e balançando os braços como se eu possuísse algum instrumento ali.
Toda as esperanças que cultivo sendo levadas embora e voltando, como se algo dissesse dentro de mim que não importa quantas vezes será necessário, elas serão levadas. Senão por essa correnteza que cai sobre mim, será por outro efeito da natureza.
Meus pés encharcam não importa em que lugar eu esteja. Algo quer levá-los para longe de mim, para que eu não consiga mais me permanecer em pé, apenas de joelhos. A posição ideal para implorar piedade para o desconhecido maior.
Eu corro. Com essa luta dos meus pés contra o chão eu vou incessantemente para onde eu possa ficar seco e esperar a tempestade passar. Já sinto meus calcanhares latejarem e que o caminho árduo está terminando. O porém é que ele não me garante nem a morte nem uma nova vida. Pode ser que esteja se divertido em me ver correndo, mágico em não distingüir meu suor das lágrimas da natureza e excitante de ouvir meus engasgos invocados por meu choro achando que são só gemidos de cansaço. Sem falar que deve achar graça na dança quase cômica que a exaustão me força a executar, chamando o leito de concreto para ser meu par.
Assim que ele aceitar, significará o fim da dança.



Escrito por: (((Thiago))) * 23:45
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Segunda-feira, Fevereiro 14, 2011

"Crise Existencial"

Sigo por aí tentando encontrar tijolos para construir o meu calabouço. Esse desejo de viver isolado, somente eu acompanhado de minhas idéias ridículas, sem medo delas saltarem da minha cabeça e serem vistas. Totalmente disposto a largar o mundo ao qual não contribuo em nada.
Mas o que encontro por esses lados são apenas pedras bem pequenas. Talvez se eu juntar todas, eu consiga construir alguma coisa. De qualquer forma, é melhor tirá-las do meu caminho, pois se não me ajudam, podem acabar me atrapalhando.
Por que estou fazendo isso? Por que estou querendo me isolar??
Eu sei que o planeta está rodando desde o dia do meu nascimento, pois é o que eu venho escutando desde aquele dia, mesmo não sabendo, naquela época, do que se tratava.
É... Ele continua apenas rodando. Deve ser por isso que as coisas nunca mudaram por aqui.
Nasci assim - o mundo apenas roda da mesma forma desde o início dos tempos - morrerei assim.
Todas essas voltas, essa mudança de tempo, pessoas falando, carros passando, os pássaros piando canções aladas e eu aqui embaixo... Apenas andando e sentindo tudo se mexer sem me levar junto.
A minha voz não ecoa, minha escrita não é visível, meu punho não fere, minha palma não afaga, meu abraço não esquenta, meu beijo não apaixona, minhas idéias não convencem, meu ser não é notado... Só é esquecido.
A bomba que se explode não queima, a água que cai do céu nem sequer é considerada chuva, pois se fosse molharia. O vento que passa, mas não leva nem a poeira embora.
Tudo ao contrário. Tudo errado.
O que fazer? Morrer para renascer ou renascer enquanto está vivo??
A ajuda que preciso guardado no ser chamado alguém. Este que provavelmente será outro a me ignorar, pois um alguém será sempre um ser humano, cuja arte de ignorar é sempre muito praticada por ele... por ela... por todos eles e elas.
Quero encontrar o meu lugar. Viver e morrer nesse lar, sem precisar sair p/ tomar um ar, sem precisar sair para a fome sassiar.
Se não posso voar, quero ficar preso em um lugar calmo, onde sentirei as ondas sonoras até das minhas lembranças boas e que as más eu consiga afogar em um poço de água límpida.
Eu só quero uma paz solitária. Quero ser tudo para mim, ser o rei de mim mesmo, sem fazer teste para entrar em meu reino, ter a certeza de que ninguém virá para trazer tudo aquilo de volta e me fazer lembrar do que eu realmente sou. insignificante



Escrito por: (((Thiago))) * 23:10
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