DreamStrider






Sou
Thiago

Apelido
Mendoka

Tenho
25 anos

Estou
São Paulo

Sou de
Peixes

Cores
Azul/Preto/Branco/Vermelho

Gosto
Dos amigos, das amigas, tocar guitarra e violão, ouvir música (de qualidade), jogar video-game, futebol, programar, fotos...

Esperanças...
Infelizmente... As últimas que morrem.

Qualidade
Tudo aquilo que demonstro sentir é real...

Defeito
Num sei se é o fato d'eu não conseguir fazer com que acreditem em mim, ou se é o de eu estar pouco me fodendo p/ isso.

E-mail
mendoka009@gmail.com

OBS:
Sou um idiota

Great Man (band member)






(clique na imagem para visitar o Vitorando)

Special Family









Amigos e outras pessoas
Mendoka...
Camila
Carol
Daniel
Larissa
Nath
Pikena
Pikena - Dedo Podre
Sophos
Sue

Imagens e Palavras









História
março 2005
abril 2005
maio 2005
junho 2005
julho 2005
abril 2006
maio 2006
junho 2006
outubro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
junho 2007
julho 2007
outubro 2007
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008
julho 2008
agosto 2008
setembro 2008
outubro 2008
novembro 2008
dezembro 2008
janeiro 2009
fevereiro 2009
março 2009
junho 2010
agosto 2010
janeiro 2011
fevereiro 2011
maio 2011
junho 2011
agosto 2011
setembro 2011
dezembro 2011
janeiro 2012
abril 2012
maio 2012
junho 2012


Bah!!! Querem copiar? Copiem. É tudo uma porcaria mesmo...

LastFM

terça-feira, maio 24, 2011

"Anjos Radicais"

Eu odeio surpresas. O destino nunca me reservou as boas.
Aos curiosos, direi o porquê usando os fatos principais.
Eu nasci. Sim. Essa foi a primeira.
As brigas dos meus pais nunca foram surpresa. Já o faziam antes mesmo d’eu conseguir pronunciar as palavras ‘papai’ e ‘mamãe’.
O choque veio no dia em que só minha mãe voltou p/ casa, me explicando, algumas horas depois, em que ap. da cidade eu poderia encontrá-lo.
Depois de uns anos, não liguei muito p/o fato d’eu ter que ir estudar em uma escola pública, cheia de gente adolescentes que fingiam detestar novatos, a ponto de zoá-los o ano inteiro.
O problema foi quando a empresa onde a minha mãe trabalhava decretou falência. Com o estado emocional instável que ela enfrentava, o máximo que ela conseguiu arrumar foi um emprego de coordenadora de um setor em uma fábrica de costura, que pagava muito mal.
Problemas com negócios falindo pareciam ser hereditários. Não passei nem 3 meses no meu primeiro emprego para aquela loja de cd’s anunciar que suas portas irião fechar p/ nenhum funcionário dali entrar mais. Ninguém havia falado nada p/ mim sobre isso. Depois fiquei sabendo que o que rolou na verdade foi a venda da loja, sem indenização de ninguém.
E a vida segue... Tropeçando em decepções. Desde as do dia a dia, como quebrar a unha, quanto aquelas que você garante que nunca vai acontecer, mas acontece, como perder o namorado para a melhor amiga.
Nada agradável. A verdade é sempre a pior parte da surpresa. Principalmente esta perante uma Christiane perplexa, em seus recém 27 anos. Minha melhor amiga... Com o meu namorado... Na minha cama? No meu aniversário?
Mas... Por que estão rindo? Minha existência na vida secreta deles foi tão patética?
Bem... Você acredita em anjos? É, eles estão por aí, mas nem todos são legais. Muitos gostam de pregar peças. Quero dizer, assim que interpretei as ações de um que eu encontrei instantes antes de me deparar com esta cena. Sim... Eu vi um anjo... outra desagradável surpresa.
Na hora em que levantei, espremi um sorriso no rosto. Era meu aniversário, e o Tomas me prometeu que iria me levar p/ jantar. Era a única pessoa que eu me sentia bem de verdade em dedicar um sorriso.
Tomei um baita banho, me arrumei rumo ao trabalho. Té parece que era p/ me encontrar com ele, né?
Ao longo do meu caminho a pé... Clac! Claro que o dia não vai ser perfeito só porque é o "meu" dia. Meu salto foi quebra e, não satisfeito, me faz levar aquele tombo no meio da avenida, cheia de gente. Ótimo! Todo mundo olhando, curioso, mas ninguém se importa de verdade... Mas um bondoso senhor chegou em mim, murmurou algo que eu não ouvi direito.
_"O que foi que disse?" – perguntei.
_"Primeiramente... Você tá bem?"
_"Sim. Foi só o salto que quebrou. Mais nada, mas por sorte."
_"Ainda bem. Hoje não é um dia legal para se machucar. Tá um belo dia..."
Um belo dia... Sei lá. Parecia um dia ensolarado qualquer, para mim.
_"Obrigada, moço."
Saquei umas sapatilhas que sempre estão comigo da minha bolsa (andar de salto sempre é um sufoco), dei as costas e fui seguindo meu caminho...
_"De nada. E Feliz aniversário de novo..."
Foi como se várias mãos fizessem meu corpo se voltar de volta para o senhor.
_"Foi o que eu disse da outra vez. Como você não ouviu, to repetindo."
Fiquei tentando lembrar d’aonde eu o conhecia... Não, não o conhecia. Não a ponto de saber que era o meu aniversário.
_"Eu te conhe..."
_"Depois nos falamos, ok? Não seja apressada para isso, senão terá que se apressar para o seu serviço. Até depois."
Tudo bem. Eu odeio essas coisas mesmo. Aquela eu fazia questão de driblar.
Mentira... Fiquei com aquela situação na cabeça a manhã toda. Ela só foi apagada da minha mente porque o pessoal do meu setor, que nem me parabenizou nem nada (quase ninguém da empresa o fez, exceto o cara de vendas, que é afim de mim), estava ouriçado. Uma briga que entre os sócios chefes deixou o ambiente carregado de maus presságios. Todos estavam achando que alguém seria demitido dali em instantes.
De repente, sai um dos sócios (o responsável pelo setor de compras, que era o nosso).
"Todos dispensados até uma segunda ordem. Não consigo pensar com vocês trabalhando aí. Quero espaço para, pelo menos, respirar aqui dentro."
E assim, todos nós fomos para fora daquele lugar. Não sei p/aonde os outros foram, mas eu fui almoçar.

Depois saí por aí, perdida em pensamentos, tentando pensar em algo bom... Claro! Tomas.
Sempre me lembro de como o conheci, na faculdade. Em como ele me deu o primeiro beijo. Em como ele me pediu em namoro 3 semanas depois, dizendo que não conseguia se achar bom p/ mim o suficiente p/ ter me pedido antes. Idiota... Eu que não era. Nem suas broncas me faziam entender. Não sabia interpretar aquele tipo de atitude, mas, indiretamente, fazia eu me sentir... admirada. Desejada. Amada.
Fora minha mãe e meu pai, é o único em quem eu confio o suficiente para ter uma cópia da chave do meu apartamento, o qual lutei muito para conquistar, porque não é fácil uma pessoa como eu, na idade que eu tenho, com a sorte que eu tenho, ter o próprio apartamento.
Enfim... Pensamentos muito bons, mas interrompidos pelo pigarreio de alguém às minhas costas.
_"Nos encontramos de novo, srta."
Nem lembrava que aquele ser surgiu na minha vida na manhã daquele dia.
_"Ok, cá estamos." - comecei – "Quem é você? Como sabe sobre mim?"
_"Ah, a resposta é simples. Eu sou um anjo."
Disse isso olhando p/ mim como se não fosse nada. A coisa mais normal do mundo.
_"Espera... Um anjo? Senhor, por favor, né?"
_"Olha... Você tem certeza que seu namorado é confiável assim?"
Ok, ele sabia demais. Falando assim do meu namorado? Vai me dizer agora...
_"... que você estava invadindo minha mente?"
_"Sim. É uma história muito bonita, esta que você viveu com ele, mas... Tem certeza que ele vale tudo isso? Como pode estar tão certa? Você nunca teve sorte em nada, mas no amor... Ah, o amor... Nele você teve. Há! Parece meio irônico. Justo no quesito 'pior jogo de azar existente'. Dentre tantas mulheres procurando o príncipe encantado, você foi a que beijou o sapo. E a carne? Esqueceu a fraqueza que até mesmo a sua carrega?" – eu quase joguei minha bolsa nela depois desse projeto de insulto, mas deixei a porcaria continuar a falar – “Nem seus amigos você confia tanto. Neles que não têm nada a ganhar ou perder vivendo ou não perto de você. Esses que nunca te prometeram nada, não te devem nada, com quem você partilha poucas coisas. Nem em sua melhor amiga você confia o suficiente. Só a chama como tal por achar que é a menos pior.
Se seus pais, estando na situação em que se encontram, te amam, é muito, já."
Ah, não! Ele tava sabendo demais, sabia até no que eu estava pensando, sobre meus poucos amigos, meus pais... Ele era alguém com alguma habilidade especial, mas um anjo? Nem se ele acendesse a auréola em sua cabeça, abrisse as asas e saísse voando ali na minha frente.
_"O que você quer? Tá com ciúmes e quer destruir o meu relacionamento com o Tomas?" – Disse até o nome do meu amado. Àquela altura, tava pouco me importando com possíveis vacilos.
_"Jamais! HÁ HÁ HÁ HÁ..." – pensei que ía ter um treco rindo – "Jamais iria querer manter relações com alguém de uma linhagem tão azarada quanto a sua. Apesar que... Fazer você cair na real, seria muito divertido. E depois eu cobraria o favor que te fiz."
_"Hunf! Estou perdendo meu tempo discutindo com você aqui. Vou-me embora..."
_"Olha... Depois não vai dizer que não avisei. Abra os olhos para a real natureza humana. Ninguém nasceu para amar e ser amado. Por que o seu caso seria diferente?"
_"Porque eu o amo!"
Cara... Sério... Eu disse isso com o maior dos meus entusiasmos. Eu senti que ía chorar de felicidade e raiva naquela mesma hora. Eu o amo. De verdade. Eu praticamente vomitei aquelas palavras.
Nem liguei para a cara de zombaria, bem no estilo “Ui. A moça tá braba”.
Continuei:
_"Eu o amo. Se é assim, acredito sim que sou amada. Isso já me basta, seu sei lá o que... Anjo uma ova!"
_"Tse... Então tá bom. Tenha um feliz aniversário, mulher falsamente amada. Espero que goste de surpresas."
_"Já tive uma bem desagradável hoje, encontrando você."
_"Você sabe que nada dura para sempre, não é? O amor dele não é eterno..."
_"Se você fosse um anjo de verdade saberia que ele nunca me jurou amor eterno. Ele apenas prometeu que me amaria até que a morte nos separasse. Ou você não sabe a diferença?"
_"Você sabe. É o suficiente. Repito: Espero que goste de surpresas."
O homem deu um sorriso, mas tinha algo diferente nele. Um sorriso... sincero.
Barulho de latas caindo ao meu lado. Olho na direção. Era um mendigo...:
"Pow... Olha a barulheira, dona. Vá conversar com seus cachorros na sua casa. Eles te darão mais atenção do que o vento, mas é só um conselho."
Eu também estranhei a intelectualidade do senhor de rua e sua falsa acusação contra mim de estar conversando com o vento, mas ao olhar para frente... O tal anjo não estava mais ali. Olhei p/os lados, para trás, para cima... Nada. Sumiu de verdade. Saiu correndo? Nem. Ele parecia ter uns 50 anos. Não correria tão rápido.
Tudo bem. Dei meia volta e continuei meu destino para a minha casa.
Sorri... Provei para um anjo que eu amo e sou amada. Ele ficou tão desconsertado... E aquele sorriso dele não me convenceu. Eu odiei tê-lo encontrado daquela forma. Tudo bem, vai. Me serviu para ter total certeza do que eu sinto pelo Tomas. E se me perguntarem, vou dizer com a mesma certeza que eu confio nele.
Mas ao mesmo tempo estava triste, pois, quanto ao restante, eu não poderia dizer mais nada.
Meus amigos. Meus pais. Assim os chamo, mas é quase como se eu não os tivesse.
Tomas é tudo na minha vida? Eu não queria que isso fosse verdade. Nunca quis na verdade, mas, mesmo querendo, não me sinto forte o suficiente para mudar isso.
Ao chegar em meu apartamento...
P/ começar, porta aberta.
Meu pai: trabalhando.
Minha mãe: trabalhando.
Tomas: trabalhando?
Assim esperava, não é mesmo? É...
Entrei, fechei a porta e fui andando a caminho do meu quarto. Havia algo de diferente ali. Os móveis não estavam exatamente nos lugares onde deveriam estar.
As cortinas estavam escancaradas. Eu não as deixo assim... Algum ladrão arrombou a porta?
Apertei os passos até meu quarto. Ao entrar no corredor dele com o banheiro, ouvi sons vindo de lá de dentro, com a porta semi-aberta e a luz acesa. Eu estava começando a ficar com receios de entrar nele. Ouvi uma risada inconfundível...:
“Tomas! O que você...”
Ao abrir a porta completamente, lá estava ele, na cama, debaixo das cobertas... com Nídia, minha melhor amiga. Ambos, aparentemente, sem a parte de cima da roupa.
“Chris!?”
Os dois disseram antes de se entreolharem em uma só voz.
Um único som.
Uma única surpresa.
Um único tiro.
Uma única dor não só na parte de trás do coração, que é onde sentimos a dor da traição.
Uma única lágrima para vocês dois. Podem rir. Continuem rindo...
“Não era p/ você estar aqui agora...”
Que a minha existência era insignificante, eu já sabia. Não precisava que esse tipo de coisa reforçasse esse fato. Nem que aquele anjo viesse me alertar do que estava por vir.
Tudo era silêncio. Só a voz dele ecoando cada vez mais forte:
"Espero que goste de surpresas."
"Espero que goste de surpresas."
"Espero que goste de surpresas."
"Espero que goste de..."


"SURPRESAAAAAAAAAAAA!!!!!!"

Eu estava prestes a engasgar com meus soluços, acabei engasgando de susto.
Meu pai e minha mãe, os dois ao meu lado com chapeuzinhos de festa e umas cornetas na mão. Antes mesmo de começarem a assoprar aquela coisa, saíram mais 3 pessoas do meu armário. Uma se desajeitou toda e acabou caindo. Todos os rostos familiares, que eu jamais imaginaria numa situação como aquela, me lançando aquele tipo de olhar, aquele tipo de sorriso. Entrei inteiramente no meu quarto, mais duas pessoas conhecidas saíram de trás das cortinas. Tive o mesmo pensamento com relação aos olhares e sorrisos.
Todos fazendo um barulho ensurdecedor com cornetas e cordas vocais ao máximo. Um "parabéns p/ você" começa a tocar no ambiente festivo, comandado por cantores amadores de chuveiro.
Aqueles dois vão saindo de dentro das cobertas. Eu ainda não estava preparada para receber um abraço de Tomas. Fiquei ali, com a mão no rosto e desviando dele até a cantoria acabar.
Ao terminar, ele chegou perguntando:
"”O que você tá fazendo aqui a essa hora? Poxa! Era p/ você estar trabalhando enquanto arrumávamos isso aqui tudo."
Nídia pegou e estendeu a lençol. Primeiro reparei numa camiseta do Tomas caindo no chão, manchada de tinta, e notei que Nídia estava usando ‘tomara que caia’ e uma calça jeans... e de tenis. Havia um borro que tentava, com algum sucesso, ser a frase "Feliz Aniversário, Christiane" naquele lençol. (era o que eu menos gostava, por sinal)
Tomas veio em minha direção, apenas de bermuda de skatista e calçado com seu converse.
P/ quem achava que tinham duas pessoas ao menos seminuas embaixo das cobertas, aquilo foi um tapa na cara.
"A gente viu que você tava chegando e tentou todo mundo se esconder de alguma forma. Não deu tempo de nos enfiarmos debaixo da coberta direito porque você já foi aparecendo... Era p/ ser uma surpresa. Deu tudo errado. Nem a tinta secou. Perdoa?"
E aquele sorriso que só ele sabe me dar...
Todos riram. Todos riram da minha cara pateticamente assustada.
Eu não sabia com o que eu estava mais impressionada. Se era em ver tanta gente que eu jurava não notar minha falta caso eu tivesse me matado ao ver a traição comendo solta em cima da minha própria cama, ou em ver uma multidão de gente que deveria estar trabalhando ali, no meu quarto, ou em ter a total certeza de ter visto meus pais abraçados como nunca os vi antes.
Mas depois, o que eu sentia era ódio. A cara de idiota foi logo substituída por uma que teria uma ótima avaliação do Diabo, se ele a visse. Cara de quem estava prestes a destruir o mundo inteiro por causa daquela ousadia deles. De todos aqueles que ali estavam.

"Eu odeio surpresas. O destino nunca me reservou as boas."
Foi o que me veio a cabeça, naquela hora, me fazendo lembrar de tudo quanto foi repentinamente ruim, mal, péssimo em minha vida até aquele dia, me fazendo ficar de joelhos e, em seguida, implorar por uma resposta.
"Se é o caso, por que eu estou tão feliz agora?"

Mas ainda não me dou por satisfeita. Vou depenar aquele véio quando o vir de novo.



Escrito por: (((Thiago))) * 15:17
Prove que existe: Pense! 0 Comentários

º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º