DreamStrider






Sou
Thiago

Apelido
Mendoka

Tenho
25 anos

Estou
São Paulo

Sou de
Peixes

Cores
Azul/Preto/Branco/Vermelho

Gosto
Dos amigos, das amigas, tocar guitarra e violão, ouvir música (de qualidade), jogar video-game, futebol, programar, fotos...

Esperanças...
Infelizmente... As últimas que morrem.

Qualidade
Tudo aquilo que demonstro sentir é real...

Defeito
Num sei se é o fato d'eu não conseguir fazer com que acreditem em mim, ou se é o de eu estar pouco me fodendo p/ isso.

E-mail
mendoka009@gmail.com

OBS:
Sou um idiota

Great Man (band member)






(clique na imagem para visitar o Vitorando)

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Bah!!! Querem copiar? Copiem. É tudo uma porcaria mesmo...

LastFM

Quarta-feira, Agosto 03, 2011

"Por que o mundo deve acabar?"

"O Thiago não gosta de morenas... Eu o conheço ele desde a minha infância. Eu lutava jiu jitsu..."

Hmm? Não, não estavam falando de mim. Eram só duas garotas da mesa ao lado falando de alguém com o nome mais clichê do mundo.
O nome mais clichê do mundo para o ser mais desmotivado do mundo. Justo, até.
Tão justo quanto eu nascer em março, no dia 18, o que me dá o signo de peixes mesmo que o zodíaco mude... ó, céus.
Sair da faculdade depois de saber que as provas finais estão 4 dias à minha frente não é nenhuma felicidade. Poder olhar p/um céu sem estrelas também não.
Vou pegar meu ônibus lotado p/ ir p/a minha casa que eu ganho mais.
Devo ganhar. Mesmo tendo que ver as mesmas venerações de pessoas por coisas como uma mochila colorida, ou por pessoas vazias que veneravam um cara que aparecia na TV girando o dedo, gritando um nome feminino e usava um relógio na barriga.
As pessoas veneram até mesmo o próprio nariz se empinando perante pessoas mais... "humildes". Incrível como o nariz dessas pessoas mais humildes conseguem ser mais bonitos. Não duvido que sejam mais limpos também.
Pronto. Estou dentro de outro lugar insuportável.
Pelo menos consigo ver o céu... mas em busca do que?
Há! Sabia. Se fosse alguma solução, não seria tão fácil vê-lo.
E p/ que vê-lo, afinal? As pessoas erguem sua visão para os céus procurando deuses, anjos, et's, estrelas... Outras não sentem motivação para acreditar nem sequer nas estrelas, ao saber que elas são apenas restos mortais distantes.
E esse ônibus que não anda mais rápido? Ah... trânsito.
Droga. Quero ir p/ casa logo. E ainda falta mais um ônibus.
A cidade é uma balbúrdia. Meus olhos nem agüentam mais tentar enxergar alguma coisa aqui e não ver nada. É tanta podridão escondendo o que há de novo e maduro... (se é que existe isso aqui)
O sinal é para o segundo ônibus. Ele passa e eu vou atrás, a medida que olho a garota do lado, me olhando de canto... tse... sempre acontece. No mínimo acha que eu sou ladrão, ou nota algo bem estranho em mim. Meu cabelo, talvez. Ou a minha roupa, que foi moda nos anos....... bem, nunca esteve na moda. Enfim...
Um dia me disseram que eu era o ser mais fascinante do planeta. Outro dia disseram que eu era do mundo. No outro, era da galáxia. Moral dessa saga: Sou o ser mais fascinante de lugar nenhum. To começando a achar que quem acredita que esse mundo existe de verdade é um louco, p/ ficar falando uma coisa dessas de alguém que não move nem um fiapo de madeira com o dedo. Não por ser fraco, mas por não achar nenhum fiapo p/ ser movido. O mínimo que ele consegue é um tronco de árvore e, magro desse jeito, mesmo comendo mais que um ogro, não vai conseguir muita coisa.
Quero chegar em casa. Meu lar. Meu canto. Não quero mais ter que me sentir observado. Tanto por quem quer me fazer algum mal, quanto por quem quer me fazer algum bem. De uma forma ou de outra, eu sei que ambos são pura miragem que faz parte de mim: outra miragem.

"... and easy to ignore..."

Meu melhor amigo me falou dessa música... Aliás, ele me falava dessa música. Sempre. Eu sempre a ignorei, pois estava mais preocupado com outras coisas.
Sei lá. Ela é tão boa... mas eu não sou a pessoa certa para apreciá-la. Não da forma que o faço, pois é um risco muito alto.

Ah, a rua deserta. Pena que é asfaltada. Sinto que meu pé tá pedindo arrego desse chão duro e meu olfato tá quase indo para a ponte que partiu com esse cheiro de concreto misturado com o de fumaça saindo de inúmeras camadas.
O caminho de volta para casa, a última esquina a se dobrar. A casa amarela.
Por que amarela? Deve ser p/ ser mais fácil de ser notada. Se o dono não o é, a casa pelo menos tem que ser.
É uma casa grande, mas que não tem nada além daquilo que essa cidade é: bagunça. É bagunçada, e mal acabada (literalmente. a última reforma não foi muito bem sucedida), sujinha... mas é minha.
Mentira. É da minha vó e da minha tia.
Mas o quarto... posso chamar de meu. Uma prova? Pisei nele, minha irmã, que tava usando o PC, saiu. Me deixando sozinho. Isolado, como sempre. Nada.

Nada... E agora já não lembro mais p/ que queria tanto chegar em casa. Do que eu queria fugir? Do que eu estava correndo atrás? Alguma vez existiu algo por/contra o que lutar?

A ventania que teve de manhã voltou com tudo, levantando a minha pseudo-cortina (é o lençol que a minha irmã usava quando era mais nova) da minha janela incompleta (tá sem vidro em algumas partes) como se fosse o rabo da saia de uma dançarina espanhola frenética.
Talvez eu devesse ir lá p/ fora e deixar o vento me levar antes que o tempo leve o resto de tudo que eu tenho... (que eu sinto já ser resto por si só)
Ou será que sou tão miragem que nem o vento me leva?

E umas horas depois eu vejo que o "talvez" é realmente uma palavra insignificante na minha vida, quando se trata de... partir.
Eu sou rodeado por um gás inflamável e a minha existência é uma faísca prestes a dar o ar da graça. Tão insignificante, mas não quando cercada de um composto explosivo.

Algo insignificante é amado e odiado na mesma proporção que um ser do bem ou do mal. A diferença é que em um piscar de olhos... puff. Sumiu.
Não, ele não foi embora. Foi apagado.



Escrito por: (((Thiago))) * 12:12

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