DreamStrider






Sou
Thiago

Apelido
Mendoka

Tenho
25 anos

Estou
São Paulo

Sou de
Peixes

Cores
Azul/Preto/Branco/Vermelho

Gosto
Dos amigos, das amigas, tocar guitarra e violão, ouvir música (de qualidade), jogar video-game, futebol, programar, fotos...

Esperanças...
Infelizmente... As últimas que morrem.

Qualidade
Tudo aquilo que demonstro sentir é real...

Defeito
Num sei se é o fato d'eu não conseguir fazer com que acreditem em mim, ou se é o de eu estar pouco me fodendo p/ isso.

E-mail
mendoka009@gmail.com

OBS:
Sou um idiota

Great Man (band member)






(clique na imagem para visitar o Vitorando)

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Bah!!! Querem copiar? Copiem. É tudo uma porcaria mesmo...

LastFM

segunda-feira, setembro 05, 2011

"Lágrimas do Pesadelo"

Pobre do rapaz que não consegue chorar. É como se o seu espírito quisesse toda a sua mágoa para si.
Um desses rapazes que não choram, se deita com o intuito não só de adormecer, como também (e principalmente, aliás) o de sonhar.
Mas o sono é atrasado por pensamentos que ele acredita terem sidos banalizados pelo mundo por este temê-los fortemente. A luz apagada não é o suficiente para lhe trazer sono. É até mais fácil de se ter o sono roubado, já que nada é capaz de lhe tirar a atenção de pensamentos horrendos.
Ele se cobre até a cabeça, achando que aquilo o livraria das más vibrações cerebrais que a escuridão estava lhe causando.
E só depois de algumas horas, ele pega no sono e adormece.
Sono. Inconsciência. Pesadelo.
Tentando abrir os olhos, ele se depara com um quase nada. Sua visão ainda virgem daquele cenário tentou com todas as forças captar o que havia a sua frente. Escuridão, mas não total.
Demorou um tempo até perceber que sua visão já estava madura ali. E que era só aquilo que havia mesmo para ver, dentro daquele pequeno buraco com cheiro de abandono.
Ao sair, olha para trás e nota que o buraco ficava embaixo de uma árvore morta. Ao lançar o olhar ao redor, percebe que só existe um limitado nível de iluminação o suficiente para criar mais sombras naquele campo florestal tão descuidado quanto à árvore morta em suas costas.
Foi andando em passos curtos e assutados ao som de folhas secas sendo esmagadas no chão, esquecidas pela primavera.
Após um curto caminho percorrido, havia um lago. Escuro, não havia sinal de vida aquática alguma, pelo menos do ângulo onde estava. Foi se aproximando, sentiu seus pés batendo na água sem vida. Apertou a vista e conseguiu ver 2 pequenas esferas emergindo das profundezas. Grandes demais para serem olhos, mas mesmo assim os eram. Eram olhos caídos, como se mostrasse cansaço. Talvez fome. De repente um som tristemente assustador jorrou das águas, invadindo a mente do rapaz como se toda aquela floresta fosse um sino badalando aquele terror com ele lá dentro.
Saiu correndo, temendo que aquela criatura o alcance e o devore.
Correu até cessar o choro da criatura. (como ele mesmo preferiu intitular o som)
Ofegante, se sentou em uma outra árvore, tentando ouvir o som ambiente, mas só conseguindo ouvir o som da própria respiração. Toda aquela quietude o deixava impaciente e desesperado.
Inquieto, olhando para todos os lados na esperança de não ver mais nada estranho ali. Depois de várias vezes olhando para todos os lados, olhou para cima, se arrependendo de não ter olhado antes. Porém, lá tinha apenas o céu... ou o que deveria ser o céu. Sem estrelas, sem nuvens, sem lua. Pensou por um instante que aquilo seria uma cúpula negra, mas, ao jugar pela imensidão, era mesmo um céu, sem nada para provar que merecia esse nome.
Era o que ele pensava, assim que olhou para uma parte do céu que parecia querer esconder (com a ajuda das árvores mal tratadas) uma estranha lua minguante, lá longe, com uma aparência mastigada.
Ele levanta e vai, no mesmo ritmo de antes.
Encontra uma cabana e vai em direção a ela. Ao chegar, tenta abrir a porta. Não precisou obter sucesso, pois a mesma já estava aberta, porém não seria difícil botá-la a baixo caso estivesse trancada.
Entrando, ele se depara com um lar totalmente vazio. Buracos nas paredes em forma de quadrado indicavam que ali deveriam estar as janelas. A impressão que dava era a de que quem morou ali, não se importou em deixar a casa naquele estado. Pegou suas melhores características e as levou embora, deixando-a para trás. Algo que sempre lhe deu conforto, agora largado a cargo das malícias do tempo.
O ar de dentro da casa começava a ficar cada vez mais frio. Ele sentia a densidade aumentando a cada segundo e preferiu sair de lá, com medo de ser obra de alguma outra criatura querendo seu mal.
Saiu apressado e com vontade de gritar. O desespero aumentando a medida que ía tentando aguçar todos os seus sentidos na busca por alguma resposta de que lugar era aquele e o que ele estava fazendo ali.
Sem escolha, ele acaba adentrando novamente a floresta e logo ele se depara com algo que parecia uma pedra, mas ao dar mais um passo, dessa vez, por obra do azar, mais barulhento que os demais, a pedra se revela uma criatura, invocando suas patas em sua parte inferior, um pescoço e uma cabeça mais acima de seu corpo. Ela se vira encarando aquele que havia chamado sua atenção. Este que, assustado, já havia recuado alguns passos. Não tinha gostado nada do que vira, mas não conseguia correr de tão assustado.
A criatura fez menção de avançar em sua direção, porém após uns passos, parou e lançou seu olhar ao chão. Suas pernas finas tremeram, cambaleou e foi ao chão, recolhendo suas pernas e cabeça, só não parecendo uma pedra pois estava de frente para o rapaz.
O rapaz sentiu um leve aperto em seu peito. Ela foi aumentando em ritmo pequeno, mas foi cessada por um barulho contínuo que, ao despertar, deu origem a um susto que acabou atropelando aquela dor.
Ele olhou para a direção de onde ele acreditou estar vindo o barulho. A lua estava com um brilho mais forte, ficando muito mais visível que anteriormente. Mas o que acontecia ali não merecia tal brilho. A lua estava se quebrando. Talvez ela não fosse uma luga minguante, e sim uma lua se desfazendo. Era possível ver seus pedaços abandonando-na lentamente... e como era triste a cena.
P/ ele, tudo fazia sentido. Um buraco abandonado, uma floresta descuidada, um lago sem vida, uma criatura triste e faminta, um lar que foi deixado para trás, uma criatura que pensou ter visto seu dono e, ao ver que não é, se recolheu à forma de algo insignificante e uma lua caindo aos pedaços em um algo que talvez um dia tenha sido um céu.
Ele foi caminhando, mas agora com passos deprimidos. Deixou de olhar impaciente e atencioso para todos os lados como se não tivesse mais forças de tirar seu olhar do chão onde pisava. A escuridão não mostra apenas fantasmas e criaturas malignas. Dela se espera apenas o sofrimento, sem revelar que tipo de sofrimento será dado por ela.
A floresta deixou de ser medonha e aquela dor que ele sentiu no peito veio com tudo.
Ele foi até o ponto mais alto da floresta e deu uma boa olhada em tudo. Em alguns pontos, viu árvores desistindo de esperar por algo que as desse motivos para se manterem verticalmente firmes. As poucas aves que conseguia ver não estavam voando e não demonstravam a mínima vontade para tal ato. A lua estava mais mastigada ainda e as partes que se separaram dela já estavam quase imperceptíveis.
Ele sentou ali, pôs a mão em seu rosto e chorou. Como ele não havia conseguido fazer antes de dormir... despertando com sua face encharcada e seu coração dilacerado com a melancolia que presenciou.
Precisou se acalmar antes de levantar. Se convencer de que aquilo era foi um sonho ruim e de que estava na realidade agora... Porém, se convencer de que estamos na realidade e não em um sonho... No que isso ajuda? Ainda mais quando sabemos bem o que é sofrimento antes mesmo de nos deparar com ele dentro de um pesadelo.
O sofrimento é real. E a partir daí, o rapaz já não queria mais se levantar.
Continuou deitado. Sem conseguir chorar.



Escrito por: (((Thiago))) * 18:41

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